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100 dias de governo Moisés: valorização da educação

Evasão escolar ainda é um problema em Santa Catarina; Inep calcula 44,3 mil crianças e adolescentes catarinenses de 4 a 17 anos fora das salas de aula

10/04/2019 - 05h50 - Atualizada em: 10/04/2019 - 05h47

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Por Roelton Maciel

- Desenvolver medidas a longo prazo para qualificar a educação e manter crianças e jovens na escola.

- Ter a tecnologia como aliada para baratear o sistema e para atrair o interesse dos alunos.

- Criar ações a longo prazo que foquem a formação de novos cidadãos, e não apenas o conhecimento.

Apesar dos índices privilegiados em relação a outros Estado quando o assunto é educação, Santa Catarina tem a evasão escolar como um dos principais desafios para ser trabalhados pela atual gestão.

O monitoramento das Metas do Plano Nacional de Educação, feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), aponta que 44,3 mil crianças e adolescentes catarinenses, de 4 a 17 anos, não frequentam a escola ou a pré-escola em Santa Catarina. São 11,9 mil crianças de 4 a 5 anos, 10,8 mil crianças de 6 a 14 anos, e 21,6 mil adolescentes de 15 a 17 anos.

Diante desse quadro, entidades ouvidas no projeto SC Ainda Melhor manifestaram a necessidade de se ampliar a oferta de conhecimento, com foco na formação para o mercado de trabalho, além do uso de tecnologias, para tornar o ensino mais atrativo aos estudantes, especialmente entre as camadas jovens.

Entre as ações anunciadas pelo novo governo está a implantação de um índice próprio para avaliar a educação no Estado. Outra medida, já em prática, é o uso de um cartão que permite aos diretores de escolas a contratação imediata de serviços de manutenção e conservação.

Balanço dos especialistas e entidades de SC

Propostas são boas

"O que se tem é uma impressão, porque os resultados virão a médio e longo prazo. Um desafio constante que o Estado tem é a permanência do aluno no sistema. A evasão no ensino médio é alta e, infelizmente, os alunos que terminam essa etapa estão aquém do que seria necessário para ingressar de forma competitiva em uma universidade ou em um curso técnico. Chegam carentes de habilidades muito básicas.

Essa tentativa de contraturno e de atividades não escolares, que venham a enriquecer o repertório do aluno, são muito bem-vindas.

O que precisamos é esperar para ver se vão surtir os resultados desejados, mas vemos as propostas com felicidade. Em termos de conceito, a proposta é muito boa.

A mensagem de mudança é bem-vinda porque o que está instalado não funciona.

A ideia de ter alguém com a história do secretário, com a experiência do mercado, que está tentando impor um olhar mais progressista, de maior inovação, de engajamento do aluno no processo de aprender, essa abordagem proposta agora vai nesse sentido.

Não vai ser em um ou dois anos que vamos colher frutos, mas acredito que este tem sido o caminho certo."

Mário Sant’Ana, presidente da Associação Projeto Resgate em Joinville

Espera por mudanças

"A notícia que nós temos é de que o secretário de Educação (Natalino Uggioni) tem as melhores referências. Mas penso que não é possível nestes 100 primeiros dias se cobrar alguma coisa em termos de qualquer projeto na área de educação, porque ela tem de ser um pouco melhor avaliada, estruturada.

O secretário tem todas as referências para fazer um bom trabalho. A expectativa que aguardamos é que haja a mudança de metodologia em sala de aula.

Com o mundo se transformando em digital, as escolas precisam ensinar de forma diferente aos alunos. Não podem mais seguir o sistema tradicional.

Isto vai requerer um treinamento muito grande dos professores. Terão que investir muito em treinamento nesta área. Precisa haver uma mudança de comportamento, começando pelo próprio professor.

É uma política que não sei de que forma vão adotar, mas precisam enxergar o mundo não mais como era ensinado no passado, mas enxergando que as crianças têm hoje tudo na palma da mão.

E tornar mais atrativo, porque está tudo muito rápido. Tem que haver uma mudança urgentemente."

Moacir Dagostin, presidente da Associação Empresarial de Criciúma

Avaliação do próprio governo Moisés

O governo do Estado argumenta que valorizar a educação passa por um trabalho de melhoria em diferentes aspectos da vida escolar: formação e valorização de professores, aprendizado dos alunos, infraestrutura adequada, resultando em melhores índices de desenvolvimento da educação.

Na infraestrutura, a administração estadual afirma, sem detalhar as ações, que tem ouvido demandas da comunidade escolar para realizar melhorias, para que alunos e educadores se sintam bem no ambiente educacional. Professores têm recebido qualificação adequada, segundo o Estado, e assim trabalhar o conteúdo em sala de aula de maneira atraente para o aluno.

A tecnologia também vem sendo usada na área da educação, mas o governo reconhece que é preciso educadores qualificados que saibam usar e aproveitar os recursos da melhor maneira possível.

Além disso, a administração estadual ressalta a continuidade da oferta do ensino médio integral, que trabalha bastante com as competências socioemocionais dos alunos, aspectos cada vez mais exigidos para o êxito na carreira profissional. Com o ensino médio integral, há a formação não apenas de bons estudantes, mas de bons cidadãos. Nas escolas onde há o programa, em parceria com os institutos Ayrton Senna e Natura, já foi verificado avanço nos resultados de aprendizagem.

Confira o desempenho de outras áreas da gestão:

Gestão da dívida pública

Foco na segurança pública

Eficiência na gestão e visão de estadista

Investimento em tecnologia e inteligência

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