Ideal para banhos terapêuticos e para o uso de lama medicinal, a água termal de Tubarão, no Sul de Santa Catarina, carrega uma particularidade pouco comum: é reconhecida como a segunda mais radioativa do Brasil. A característica, que pode causar estranhamento à primeira vista, tem explicação na própria formação natural da região.
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As águas que abastecem as termas percorrem camadas profundas do subsolo antes de emergirem à superfície. Nesse trajeto, entram em contato com rochas ricas em minerais e elementos naturais, como o radônio, um gás radioativo que se dissolve na água. É esse processo que eleva os níveis de radioatividade em comparação a outras fontes termais do país.
Água termal de Tubarão é indicada para banhos terapêuticos
Quando chega à superfície, a água emerge a cerca de 37°C, temperatura ideal para banhos terapêuticos prolongados. O radônio, em doses controladas, proporciona efeito analgésico e anti-inflamatório.
Apesar do nome, a radioatividade presente é considerada baixa e segura para uso terapêutico. Estudos científicos indicam que esse tipo de água é utilizado há séculos em tratamentos conhecidos como crenoterapia, prática que envolve banhos minerais com fins medicinais.
De acordo com o portal de turismo da Prefeitura de Tubarão, os banhos de imersão e os tratamentos à base de lama são indicados para auxiliar em casos de reumatismo, problemas circulatórios, estresse e outras condições. A administração municipal também destaca o potencial relaxante das águas e o estímulo à atividade celular.
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Pesquisas publicadas na Biblioteca Nacional de Medicina apontam que os efeitos terapêuticos das águas termais estão relacionados à combinação entre temperatura, composição química e origem hidrogeológica. O estudo indica ainda que, de forma geral, não há efeitos colaterais relevantes durante ou após os tratamentos, e que o risco à saúde é considerado baixo.







