Uma pequena imagem de Santo Antônio trazida da Itália atravessou o oceano e acabou se tornando parte de uma história de amor em Santa Catarina. O presente, dado a uma jornalista de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, por uma amiga durante uma viagem ao país europeu, acompanhou uma promessa feita ao santo e, meses depois, coincidiu com o início do relacionamento que ela descreve como uma resposta às suas orações.

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Neste sábado, 13 de junho, católicos de todo o Brasil celebram Santo Antônio, um dos santos mais populares da Igreja Católica e conhecido há séculos como o “santo casamenteiro”. Entre as inúmeras histórias ligadas à devoção ao santo está a da jornalista chapecoense Juliane Bee, que acredita que a fé, aliada à preparação pessoal e aos ensinamentos da família, teve papel importante no encontro com seu primeiro namorado.

Como o santo mudou o rumo da história de amor

Criada em uma família profundamente católica, Juliane conta que cresceu cercada por tradições religiosas. A influência veio principalmente da avó, responsável por manter vivas diversas práticas de fé ao longo das gerações.

Além da religiosidade, Juliane sempre gostou de rituais populares relacionados à sorte, aos desejos e às celebrações. Entre eles, estava uma tradição bastante conhecida entre os devotos de Santo Antônio: colocar a imagem do santo de cabeça para baixo enquanto se faz o pedido para encontrar um companheiro.

A jornalista lembra que recebeu uma imagem de Santo Antônio da avó ainda jovem e seguiu a tradição durante anos. Mas foi em 2024 que a história ganhou um novo capítulo.

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Pouco antes de conhecer o atual namorado, uma amiga que viajou para a Itália trouxe de presente pequenas imagens de Santo Antônio compradas em uma igreja ligada à devoção ao santo. O presente foi distribuído entre amigas solteiras, e Juliane decidiu carregar a imagem diariamente dentro da bolsa.

Seguindo a tradição popular, ela colocou a pequena imagem de cabeça para baixo e fez a promessa de só desvirá-la quando encontrasse alguém especial. Paralelamente, continuou praticando sua fé por meio de orações e novenas.

Meses depois, em novembro de 2024, conheceu Cássio, aquele que viria a ser seu primeiro namorado, aos 27 anos.

Segundo Juliane, a conexão foi imediata. Ela recorda que, já no primeiro encontro, durante um jantar, a conversa fluiu de forma tão natural que teve a sensação de estar diante de alguém diferente de todas as pessoas que havia conhecido até então.

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— Foi muito natural. A gente conversou tanto e tinha tantas coisas em comum que eu pensei: vou namorar esse homem — relembra.

O relacionamento também encontrou afinidade na fé. Cássio é católico praticante e compartilha valores semelhantes aos da jornalista, algo que ela considera fundamental para o fortalecimento da relação.

Após iniciar o namoro, Juliane lembrou da pequena imagem que permanecia na bolsa. Conforme a tradição, ela retirou o santo da posição invertida e decidiu repassar a imagem para outra amiga solteira, como forma de agradecimento e continuidade da crença popular.

Família ajudou com a benção

A história, porém, ganhou outro significado dentro da família. No mesmo ano em que Juliane conheceu o namorado, sua mãe e sua avó participaram de uma excursão religiosa em Curitiba, na sede da Evangelizar é Preciso, obra conduzida pelo padre Reginaldo Manzotti. Durante a visita, ambas deixaram fitas com pedidos e orações para que a jornalista encontrasse uma pessoa especial.

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Hoje, mãe e avó costumam brincar que também têm participação direta na conquista.

Não basta só esperar

Atualmente, o casal frequenta missas regularmente em Chapecó e já recebeu bênçãos religiosas para o relacionamento.

Apesar da história cercada por símbolos de fé e tradições populares, Juliane faz questão de destacar que acredita que os pedidos e orações devem caminhar junto com atitudes concretas.

Para ela, não basta apenas esperar que algo aconteça. É necessário buscar crescimento pessoal, cultivar valores, estar aberto a novas experiências e aprender a gostar de si mesmo.

— Quando você se ama, você brilha diferente. É importante acreditar, mas também estar preparado para viver aquilo que deseja — afirma.

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A história por trás da imagem de Santo Antônio que cruzou o oceano para unir casal de SC
Juliane conheceu Cássio meses depois de receber uma imagem de Santo Antônio trazida da Itália e fazer uma promessa ao santo casamenteiro (Foto: Arquivo Pessoal. Divulgação)

Por que Santo Antônio é conhecido como santo casamenteiro?

Nascido em Lisboa, em Portugal, no ano de 1195, Santo Antônio tornou-se um dos santos mais populares do cristianismo. Reconhecido por sua dedicação aos pobres, pela pregação e pelos ensinamentos religiosos, ele também ficou associado às causas amorosas.

A tradição do “santo casamenteiro” surgiu a partir de relatos de que Antônio ajudava jovens sem condições financeiras a conseguirem se casar, oferecendo auxílio e intercedendo para que os matrimônios acontecessem.

Com o passar dos séculos, a devoção se espalhou pelo mundo e ganhou diversas manifestações populares, especialmente no Brasil. Entre elas estão simpatias, novenas, promessas e até o costume de colocar a imagem do santo de cabeça para baixo enquanto se aguarda a realização de um pedido amoroso.

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Para muitos devotos, mais do que encontrar um namorado ou namorada, Santo Antônio é visto como um intercessor para relacionamentos sólidos e para a formação de famílias.

E, para Juliane Bee, a história que começou com uma pequena imagem na bolsa acabou se transformando em uma lembrança especial de fé, esperança e amor.

— Quando é para ser, é para ser. E quando Deus abençoa, dá certo — resume a jornalista.