A máquina gigante e milionária ‘made in Pomerode’ apresentada na Febratex

Equipamento levou três anos para ser desenvolvido e vai competir com indústrias globais

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Equipamento usado no processo de acabamento do tecido pode medir até 50 metros de comprimento (Foto: Patrick Rodrigues, Santa)

É de Santa Catarina uma máquina lançada durante a Febratex 2022 para competir com equipamentos da Europa ou da Ásia e atender clientes da América Latina. A pomerodense Delta apresentou ao mercado uma máquina têxtil capaz de automatizar uma série de processos da indústria da moda. 

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O produto é gigante e o custo é milionário.

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Fábio Kreutzfeld, CEO da empresa, conta que em 2015 a fabricante brasileira do equipamento fechou. Surgia ali uma oportunidade de negócio, uma vez que a Delta já fazia acessórios para a máquina. Levou três anos até o desenvolvimento e a Rama chegar ao mercado na maior feira do setor no Brasil.

— Nos últimos anos a indústria optou pela importação de máquinas da Europa ou da Ásia. Decidimos avançar com a nossa solução nacional que está alinhada com as particularidades tecnológicas e necessidades da indústria têxtil do continente — frisa.

Nesta edição da Febratex a empresa esperava por interessados da Argentina.

A máquina pode chegar a até 50 metros de comprimento quando unidos todos os módulos. O preço fica na casa de R$ 5 milhões. Cada uma leva cerca de oito meses para ficar pronta.

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—É uma máquina que depois de processados os tecidos, entrega todos os dados para gerenciamento, como volume produzido, eficiência da máquina, para que a indústria passe cada vez mais produtiva e competitiva — diz Kreutzfeld.

A Febratex 2022

A Feira Brasileira da Indústria Têxtil (Febratex) começou na terça-feira (23) e termina nesta sexta (26). Somente nos três primeiros dias, o evento recebeu cerca de 40 mil visitantes. Essa edição teve 20% a mais de expositores em relação a 2018. 

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Os quatro setores da Vila Germânica foram ocupados, setores criados precisaram ser criados na área externa e até mesmo o Ginásio Galegão foi incorporado. 

Os números positivos impulsionaram a rede hoteleira de Blumenau. A ocupação chegou a patamares pré-pandemia vistos em épocas de Oktoberfest, na casa dos 90%. É o que aponta o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Blumenau (Sihorbs).

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