Pouca gente imagina, ao caminhar hoje pelo aterro da Baía Sul, que parte daquela área já foi mar aberto — e, mais do que isso, abrigava uma pequena ilha bem no coração de Florianópolis. Conhecida como Ilha do Carvão, ela desapareceu com a construção da ponte Colombo Salles, na década de 1970.

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Localizada a cerca de 500 metros da antiga costa da cidade, a Ilha do Carvão fazia parte da paisagem cotidiana. Fotos do Centro até a década de 1970 mostram a ilha na região perto de onde hoje fica a ponte Colombo Salles. Em cima dela, chamava atenção uma construção no estilo “castelinho”.

Como o nome já indica, a Ilha do Carvão era usada como ponto de armazenamento e movimentação de carvão, no início do século 20. Anteriormente, era conhecida como Ilha dos Ratos, por ter servido como local de detenção de presos.

Na década de 1970, a ilha foi “engolida” pelo aterro da Baía Sul. No lugar dela, hoje fica o segundo pilar insular da Ponte Colombo Salles, conforme registra uma pesquisa da Udesc de 2019.

Como era a antiga Ilha do Carvão, em Florianópolis

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Relembre o aterro da Baía Sul

Uma das áreas que mais mudaram no Centro de Forianópolis no século 20 é a Baía Sul, que passou por um grande aterro no início dos anos 1970. Fotografias do Arquivo Público de Santa Catarina registram como era a área antes e depois da obra.

Antes do aterro, o mar ia até perto do Mercado Público. A grande obra foi feita para receber as pontes Colombo Salles e Ivo Silveira, que fazem a ligação Ilha-Continente, durante a gestão do governador Colombo Salles (1971- 1975).

Sobre a área aterrada, foram construídos pontos conhecidos de Florianópolis, como o Terminal Rodoviário Rita Maria, o Terminal de Integração do Centro (Ticen), o Centro de Eventos e a Passarela Nego Quirido. Anos depois, outra parte foi aterrada para a construção da Via Expressa Sul.

Veja fotos antigas da Baía Sul

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