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    Pleito em meio à pandemia

    Abstenção na eleição municipal de Florianópolis atinge maior marca em quase 30 anos

    Índice de eleitores que não compareceu às urnas chegou a 28,65%, mais que o dobro do último pleito municipal. Abstenção também cresceu em SC e chegou a 22,47%

    16/11/2020 - 10h50 - Atualizada em: 16/11/2020 - 11h07

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    Por Guilherme Simon
    Eleição em Santa Catarina
    Mesária higieniza local de votação em seção eleitoral de Florianópolis durante o pleito deste domingo (15)
    (Foto: )

    Em uma eleição disputada em meio à pandemia de coronavírus, o número de abstenções em Florianópolis mais que dobrou em relação ao primeiro turno do último pleito municipal. Neste domingo (15), 28,65% dos eleitores aptos a votar na cidade não compareceram às urnas. O índice é mais que o dobro do registrado em 2016 (12,25%), e o maior num período de quase 30 anos. O índice geral em Santa Catarina também cresceu, passando de 14,96% quatro anos atrás para 22,47% neste ano.

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    Para a disputa de 2020, que terminou com a reeleição do atual prefeito Gean Loureiro (DEM) no primeiro turno, 357.049 eleitores estavam cadastrados para a votação na Capital catarinense. Desse total, 254.738 (71,35%) compareceram para votar, enquanto 102.311 (28,65%) se abstiveram.

    Uma consulta ao histórico do resultado das eleições municipais em primeiro turno de Florianópolis desde 1992, junto aos dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aponta que a abstenção deste pleito foi a maior do período.

    O levantamento mostra que as abstenções na Capital durante as eleições municipais costumavam oscilar na faixa entre 10% e 15%. Foi assim em 1992 (11,82%), 1996 (14,63%), 2000 (12,30%), 2004 (13,52%), 2008 (15,78%) e 2016 (12,25%). Em 2012, o índice ficou um pouco acima (17,94%).

    Em Santa Catarina, 5,2 milhões de eleitores estavam aptos a votar nos 295 municípios catarinenses. Desse total, pouco mais de 4 milhões participaram da votação (77,53%), enquanto 1,1 milhão dos eleitores se absteve (22,47%).

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    O recorde no número de eleitores que não compareceram às urnas registrado em 2020 ocorre em uma eleição marcada pela pandemia do novo coronavírus, que forçou o adiamento do pleito e fez com que a Justiça Eleitoral adotasse regras sanitárias, como o uso de máscara e a proibição de aglomerações. Além disso, eleitores que estivessem diagnosticados com a Covid-19 ou apresentassem sintomas da doença foram orientados a não comparecer.

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    O aumento nas abstenções foi visto também em outras capitais do país. Em Manaus, por exemplo, o índice passou da faixa dos 8% registrada nos pleitos anteriores para 18,23% no primeiro turno de 2020. Já em Vitória, que teve 10,8% de abstenções nas eleições anteriores, registrou 25,25% neste ano. No país, 23,14% dos eleitores não compareceram às urnas, o maior percentual para pleitos municipais em 20 anos.

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