A sensação de acordar com a “boca colada” ou seca pode ser sinal de mais do que apenas um desconforto matinal. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Valência revelou que o sintoma é mais de duas vezes superior em pacientes que sofrem de Síndrome da Apneia e Hipopneia do Sono (SAHS), conhecida como apneia, em comparação a pessoas saudáveis.
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A pesquisa acompanhou 114 adultos e constatou que 45% dos diagnosticados com apneia, um distúrbio crônico e potencialmente grave, caracterizado pela obstrução recorrente das vias aéreas superiores durante o sono, relatam xerostomia (boca seca) ao acordar, contra apenas 20,4% do grupo de controle.
Segundo os pesquisadores envolvidos na pesquisa, entre os pacientes que utilizam o CPAP, aparelho que trabalha enviando um fluxo de ar contínuo por uma máscara para manter as vias aéreas abertas, a incidência de boca seca salta para 57,1%.
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O peso como fator determinante
Embora a apneia esteja diretamente ligada ao sintoma, a análise apontou que o Índice de Massa Corporal (IMC) é o principal responsável pela associação entre a apneia e a boca seca ao despertar. De acordo com o estudo, quando pessoas com e sem apneia têm o mesmo IMC, a diferença na chance de apresentar boca seca praticamente desaparece. “O IMC foi o fator que explicou essa associação”, destaca o texto acadêmico.
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