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Advogado da família catarinense morta no Chile espera conclusão de inquérito nos próximos dias 

Mirivaldo Aquino planeja viajar a Santiago para acompanhar desfecho do caso

12/07/2019 - 21h01 - Atualizada em: 12/07/2019 - 22h01

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Por Guilherme Simon
O casal Fabiano de Souza e Débora Muniz, e os dois filhos, Karoliny e Felipe, vítimas da tragédia
(Foto: )

As investigações sobre a morte da família de catarinenses dentro de um apartamento em Santiago, no dia 22 de maio, estão próximas de um desfecho. Pelo menos essa é a expectativa do advogado Mirivaldo Aquino de Campos. Representante das cinco vítimas da tragédia que eram de Biguaçu, na Grande Florianópolis, ele deve viajar ao Chile nos próximos dias a fim de acompanhar a finalização do inquérito.

Conforme Mirivaldo, a Polícia de Investigação daquele país, responsável pelo caso, tem até o próximo dia 22 para concluir os trabalhos. A expectativa é que o prazo seja respeitado sem pedido de prorrogação.

— O meu entendimento é que a apuração estará concluída dentro do prazo de 60 dias, já que ficou comprovado que as mortes foram por causa do vazamento de gás — observa.

Ainda segundo o advogado, a expectativa agora é pelos resultados das perícias feitas no apartamento onde a família morreu. Os laudos devem esclarecer o que de fato originou o vazamento de monóxido de carbono que causou a morte dos seis brasileiros.

— Falta saber por que o gás vazou no apartamento. Se foi por causa de um defeito, se foi algo provocado por alguém. Até o momento não temos nenhuma informação sobre isso, já que a investigação e os documentos são sigilosos — comenta.

Atraso no socorro foi provocado por engano no endereço

Após a tragédia, os Carabineros do Chile, que equivalem à Polícia Militar, admitiram que houve demora no socorro aos brasileiros e abriram uma investigação interna para apurar possível negligência. Porém, de acordo com o advogado Mirivaldo de Campos, os socorristas demoraram porque receberam o endereço errado.

— Houve um equívoco na hora de passar a localização do apartamento. As próprias vítimas se enganaram e acabaram passando um endereço parecido com o do apartamento onde estavam, mas que ficava em outro lado da cidade — afirma o advogado.

Famílias negociam acordo com Airbnb

O advogado Mirivaldo Aquino de Campos também informou que as famílias das vítimas negociam um acordo judicial para indenização com o Airbnb, empresa que locou o apartamento onde a tragédia aconteceu.

Há duas semanas, Mirivaldo se encontrou com representantes da empresa em São Paulo pela primeira vez. A próxima reunião para tratar da possível indenização está marcada para a primeira semana de agosto.

— A negociação ainda é inicial, mas a família já manifestou que tem a intenção de fazer um acordo, porque não quer se desgastar mais.

Relembre o caso

Os seis brasileiros de uma mesma família, cinco deles de Biguaçu, na Grande Florianópolis, foram encontrados mortos dentro de um apartamento na região central de Santiago, capital do Chile. Eles tinham viajado ao país para comemorar o aniversário de 15 anos de uma das vítimas.

Morreram na tragédia os catarinenses Fabiano de Souza, 41 anos; a esposa dele, Débora Muniz Nascimento de Souza, 38; os dois filhos do casal, Karoliny Nascimento de Souza, 14 anos, e Felipe Nascimento de Souza, 13; além de Jonathas Nascimento Kruger, 30 anos, irmão de Débora. A mulher de Jonathas, Adriane Krueger, do Mato Grosso, também morreu.

O laudo sobre a causa das mortes apontou intoxicação por monóxido de carbono, gás altamente tóxico proveniente da combustão incompleta.

Uma das hipóteses da polícia é que o monóxido de carbono tenha vazado do aquecedor de água instalado no apartamento.

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