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Tragédia em Santiago

Laudo confirma que família morta no Chile foi intoxicada por monóxido de carbono 

Informação foi confirmada nesta sexta-feira (31). Translado dos corpos para Santa Catarina deve ser feito na segunda-feira (3)

31/05/2019 - 18h08 - Atualizada em: 31/05/2019 - 20h57

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Redação
Por Redação DC
Família de Biguaçu
O casal Fabiano de Souza e Débora Muniz, e os dois filhos, Karoliny e Felipe, moravam em Biguaçu
(Foto: )

A família brasileira encontrada morta em um apartamento em Santiago, no Chile, foi intoxicada por monóxido de carbono. A causa foi apontada por laudo emitido pelas autoridades chilenas e confirmada pelo advogado da família, Mirivaldo Campos, que está na capital chilena.

Ainda de acordo com ele, o translado dos corpos para Santa Catarina deve ser feito na noite de segunda-feira (3). O velório e o sepultamento estão previstos para o dia seguinte.

Os seis brasileiros eram de uma mesma família, cinco deles de Biguaçu, na Grande Florianópolis. Eles viajaram ao Chile para comemorar o aniversário de 15 anos de uma das vítimas, mas foram foram encontrados mortos no dia 22 de maio.

O velório dos seis brasileiros será aberto ao público e ocorrerá no ginásio de esportes da Univali, em Biguaçu, das 8h30min às 15h30min de terça-feira (4), conforme comunicado da prefeitura da cidade. O enterro está previsto para as 17h no Cemitério de São Miguel, também em Biguaçu.

Gás sem cheiro e altamente tóxico

O monóxido de carbono é um tipo de gás proveniente da combustão incompleta - e é altamente tóxico e letal. Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, o maior fator de risco é que ele não tem cheiro e, por isso, pode levar à morte sem que a pessoa se dê conta da intoxicação.

A exposição ao componente altera a estrutura da hemoglobina, que tem a função de transportar o oxigênio no corpo, e passa a comprometer o sistema nervoso. Os sintomas da intoxicação começam com náuseas, tontura e dor de cabeça. Caso a pessoa continue exposta, o quadro se agrava e pode levar à morte.

Investigações

A morte da família é investigada pela polícia chilena, que apura de onde saiu o vazamento do gás. Uma das hipóteses é que o monóxido de carbono tenha vazado do aquecedor de água.

Além disso, a polícia também apura se houve negligência no atendimento às vítimas. Na sexta-feira passada (24), os Carabineros do Chile, que equivalem à Polícia Militar, admitiram que houve demora no socorro aos brasileiros. Uma investigação interna foi aberta.

As vítimas

As vítimas da tragédia no Chile são os catarinenses Fabiano de Souza, 41 anos, a esposa dele, Débora Muniz Nascimento de Souza, 38, os dois filhos do casal, Karoliny Nascimento de Souza, que completaria 15 anos na semana passada, e Felipe Nascimento de Souza, 13, e Jonathas Nascimento Kruger, 30 anos, irmão de Débora. A mulher de Jonathas, Adriane Krueger, do Mato Grosso, também morreu na tragédia.

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