A Fortaleza de Santa Cruz, na Ilha de Anhatomirim, pertence ao município de Governador Celso Ramos, e é um verdadeiro portal no tempo que transporta o visitante até o século XVIII, por volta do ano de 1740. Com estruturas e ruínas preservadas, o local atrai visitantes de todas as idades que podem conhecer a “Alcatraz brasileira”.

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Esse monumento histórico se estende por uma área de 2,5 hectares e oferece um vislumbre fascinante da história brasileira e da estratégia militar portuguesa da época. A fortaleza é composta por cinco baluartes, que são plataformas elevadas onde os canhões eram colocados.

Desde 1979, a guarda e tutela da atração está sob responsabilidade da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A maioria dos materiais utilizados na construção é da própria região, com exceção dos elementos de cantaria e do “lioz”, uma espécie de calcário branco português que está presente nas soleiras das portas, escadarias e algumas bases de canhão.

Veja fotos da Ilha de Anhatomirim

Transporte Náutico

A única maneira de chegar na histórica ilha é através de transporte náutico. O serviço é privado e não fica sob responsabilidade a UFSC. Os valores podem variar entre R$ 50 a R$ 150, dependendo da companhia escolhida e do tipo de bilhete. Entre as empresas que prestam o serviço, se destacam a Maresia Turismo, Aventura Pirata GCR e Palmas Passeios Náuticos.

Taxa de entrada

Para desbravar a Ilha de Anhatomirim é necessário contribuir com uma pequena taxa de visitação, que deve ser adquirida antecipadamente através da internet. O visitante pode escolher a data da visita, o local e o tipo de ingresso: inteira, meia-entrada, o valor é R$ 18 para a entrada inteira, e R$ 8 para meia.

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O pagamento poderá ser feito digitalmente ou em dinheiro diretamente na bilheterias. A contribuição on-line será realizado por meio do PagTesouro, plataforma digital da Secretaria do Tesouro Nacional que permite transações via Pix ou cartão de crédito (com cobrança de taxas).

Além disso, é possível adquirir um combo que permite o acesso à uma outro forte, a Fortaleza de Santo Antônio de Ratones, em Florianópolis. Nesse pacote, o combo de ingressos sai por R$ 20 a entrada inteira, e R$ 10 a meia, e o visitante terá a entrada garantida nas duas atrações.

Descontos e isenção

meia-entrada é garantida para estudantes, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos, professores da educação básica, pessoas com deficiência, doadores de sangue e pacientes com câncer.

Já a isenção é concedida a crianças de até cinco anos, idosos com 60 anos ou mais, estudantes de instituições públicas em visitas pedagógicas (mediante solicitação prévia), professores acompanhantes, guias turísticos em serviço, integrantes da Marinha do Brasil, pessoas com deficiência que utilizam cadeira de rodas e membros de entidades filantrópicas.

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História da ilha

Com mais de duzentos anos de existência, a fortaleza já serviu para diversas finalidades. Segundo documentos, o início da construção foi em 1739 e os trabalhos perduraram por diversos anos até a obra estar totalmente completa. Nessa época, a ilha servia como a principal linha de defesa de Santa Catarina, junto com outros três fortes criados na região de Florianópolis.

Já em 1865, durante a Guerra do Contestado, a ilha serviu como uma prisão militar isolada da civilização, semelhante à famosa Ilha de Alcatraz, que já recebeu os criminosos mais conhecidos do mundo, na Califórnia, nos Estados Unidos. A situação mudou quando em 1892 o local foi ocupado por rebeldes da Revolução Federalista que lutavam contra o presidente do Brasil.

No ano de 1894, aproximadamente 190 rebeldes foram executados na ilha por ordens do interventor militar da província. Dois anos depois, o forte mudou totalmente o seu propósito inicial e começou a servir de sanatório para pessoas com doenças contagiosas, que precisavam ficar em isolamento. Além disso, também servia como ponto de inspeção sanitária para embarcações.

A grande virada de chave na história de Anhatomirim, cujo nome vem do tupi e quer dizer “ilha do pequeno diabo”, veio em 1984, quando o local passou por diversas restaurações e foi aberto para turistas. Atualmente, o forte é uma das principais atrações turísticas de Santa Catarina.

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Regras para a visita

comprovação de benefícios como meia-entrada ou isenção continuará sendo feita presencialmente, na bilheteria. Caso o visitante não consiga comprovar o direito, deverá pagar a diferença no local.

Os ingressos não são reembolsáveis. Em situações de mau tempo ou fechamento inesperado, será possível remarcar a visita pelo site em até sete dias após a data originalmente escolhida.

As taxas de visitação são destinadas à manutenção das estruturas históricas administradas pela UFSC.

Veja como é um dia de passeio em Anhatomirim