O preço do aluguel de guarda-sol pode variar de R$ 50 a R$ 300 entre praias de Florianópolis. O item é o que mais varia em um levantamento feito pelo NSC Total que considerou os preços de comidas, bebidas e aluguel de cadeira e guarda-sol em Canasvieiras, Jurerê Internacional, Daniela e Campeche, nos dias 15 e 22 de janeiro.

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Os guardas-sois por R$ 50 foram encontrados na Daniela e no Campeche, praias muito frequentadas por moradores de Florianópolis. O mesmo item, em tamanho pequeno, custa R$ 80 em Jurerê Internacional, considerada a praia mais cara da Ilha. No local, o guarda-sol grande chega a R$ 300.

Em Canasvieiras, uma das praias mais movimentadas de Florianópolis, o aluguel de guarda-sol tem preço moderado: R$ 60 (pequeno), R$ 80 (médio) e R$ 130 (grande).

Quanto custa comer e beber?

Na comparação dos preços de comidas e bebidas, o Campeche aparece como a praia mais barata, com valores mais baixos em produtos como água, cerveja lata, pastel, batata-frita e isca de peixe. A Daniela vem logo atrás, também com preços acessíveis. Na contramão, Jurerê Internacional concentra os preços mais altos em praticamente todos os itens.

Entre os analisados, a caipirinha é a que mais varia entre as praias: pode custar R$ 28 em Canasvieiras, R$ 33 na Daniela e chegar a até R$ 85 em Jurerê Internacional. Pratos maiores também mostram grande diferença de preço. O camarão à milanesa vai de R$ 130 no Campeche a R$ 180 em Jurerê Internacional, enquanto a isca de peixe varia de R$ 75 em Canasvieiras a até R$ 150 em Jurerê.

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Já alguns produtos quase não variam de preço, independentemente da praia. O milho verde custa entre R$ 12 e R$ 15 nas quatro regiões. O pastel também mantém valores próximos, geralmente entre R$ 20 e R$ 33. A água mineral é outro item relativamente estável, ficando entre R$ 6 e R$ 10.

Veja fotos das praias em Florianópolis

Dia na praia pode variar R$ 336 de uma praia para outra

O levantamento também apontou quanto custa passar um dia na praia, considerando o consumo básico de um casal: duas cadeiras, um guarda-sol grande (ou o modelo disponível na praia), água, milho, água de coco, duas cervejas e uma porção de isca de peixe.

Jurerê Internacional chega a R$ 579, disparado o destino mais caro do levantamento, puxado principalmente pelo valor do guarda-sol e das porções. Os mesmos itens saem por R$ 243 na Daniela, a praia mais barata do levantamento.

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A diferença entre a praia mais barata e a mais cara chega a R$ 336 para um mesmo dia de consumo, mostrando como o destino escolhido pesa — e muito — no bolso do veranista.

O NSC Total procurou a prefeitura de Florianópolis para um posicionamento a respeito da diferença de preços nas praias da cidade, mas não obteve retorno até o fechamento da reportagem.

Preço “padrão praia”

De acordo com os comerciantes, os preços tiveram pouca variação em relação ao ano passado.

— Eu tô com esse preço há quase 7 anos. Ano passado aumentei um pouco, e do ano passado para cá eu mantive o mesmo valor. Porque não adianta botar um valor exorbitante que o pessoal corre — diz Nazareno Jacques, proprietário de um quiosque na Daniela.

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Em alguns casos, diante da menor quantidade de turistas neste ano, alguns comerciantes tiveram de baixar o preço.

— Eu já abaixei bastante, provavelmente eu tenho que abaixar mais, devido à pouca procura — disse um trabalhador de aluguel de guarda-sóis da Daniela, que cobra R$ 20 a cadeira e R$ 50 o guarda-sol.

No caso de Jurerê, a tabela mais alta é vista como normal:

— O pessoal vem pra Jurerê Internacional e acha que é outra praia, que sai mais barato? Qualquer coisa é mais cara em Jurerê — diz Vinícius Sales, que trabalha no aluguel de guarda-sol e cadeiras.

Turistas vão preparados

Muitos turistas vão preparados para gastar mais na praia. O gaúcho Diego Martimbianco, que curtiu um dia na praia da Daniela com a esposa e dois filhos, considera o custo dos itens “razoável”.

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— Padrão praia. A gente viu relatos em outros estados que estava muito caro, mas no geral, quando o produto é bom, não é caro — conta.

Outros preferem driblar o gasto levando os próprios alimentos e bebidas;

— Tem que ser meio “farofeiro”, levar tudo de casa. Gelo, água, cerveja, o que der — diz Luiz de Mesquita, morador do bairro Campeche, em Florianópolis.

— Levamos o susto no primeiro dia. No segundo, a gente já se organizou para levar sanduíche, chocolate, água, inclusive a caipirinha, peguei um copo grande e fiz caipira na beira da praia — diz a turista Amanda Lemoes, de Porto Alegre, que visitou Jurerê.

Confira a lista de preços em Jurerê Internacional

  • Cadeira: R$ 40
  • Guarda-sol: R$ 80 (pequeno); 300 (grande)
  • Água: R$ 10
  • Refrigerante: R$ 12
  • Cerveja lata: R$ 12
  • Cerveja long neck: R$ 20 – R$ 25
  • Caipirinha: R$ 45 – R$ 85
  • Água de coco: R$ 20
  • Batata-frita: R$ 70
  • Camarão à milanesa: R$ 180
  • Choripan: R$ 30
  • Pastel: R$ 25 – R$ 30
  • Milho: R$ 15
  • Isca de peixe: R$ 130 – R$ 150

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Confira a lista de preços na Daniela

  • Cadeira: R$ 20
  • Guarda-sol: R$ 50 (pequeno)
  • Água: R$ 6
  • Refrigerante: R$ 10
  • Cerveja lata: R$ 10 – R$ 14
  • Cerveja long neck: R$ 15 – R$ 18
  • Caipirinha: R$ 33 – R$ 45
  • Água de coco: R$ 16
  • Batata-frita: R$ 55
  • Camarão à milanesa: R$ 136
  • Choripan: R$ 25
  • Pastel: R$ 27 – R$ 33
  • Milho: R$ 12 – R$ 15
  • Isca de peixe: R$ 99

Confira a lista de preços em Canasvieiras

  • Cadeira: R$ 30
  • Guarda-sol: R$ 60 (pequeno); R$ 80 (médio); R$ 130 (grande)
  • Água: R$ 7
  • Refrigerante: R$ R$ 8 – R$ 10
  • Cerveja lata: R$ 10 – R$ 14
  • Cerveja long neck: R$ 14 – R$ 18
  • Caipirinha: R$ 28 – R$ 45
  • Água de coco: R$ 20
  • Batata-frita: R$ 49
  • Camarão à milanesa: R$ 135,90
  • Choripan: R$ 25
  • Pastel: R$ 28 – R$ 30
  • Milho: R$ 15
  • Isca de peixe: R$ 75

Veja os preços no Campeche

  • Cadeira: R$ 30
  • Guarda-sol: R$ 50 (pequeno), R$ 70 (grande)
  • Água: R$ 6
  • Refrigerante: R$ 10
  • Cerveja lata: R$ 10
  • Cerveja long neck: R$ 18
  • Caipirinha: R$ 35
  • Água de coco: R$ 20
  • Batata-frita: R$ 45
  • Camarão à milanesa: R$ 130
  • Choripan: R$ 30
  • Pastel: R$ 20
  • Milho: R$ 15
  • Isca de peixe: R$ 99,90

O que pode e o que não pode nas praias de SC?

Segundo o Procon de Santa Catarina, as principais denúncias e reclamações feitas pelos consumidores durante a temporada de verão 2025/2026 nas praias são em relação aos preços abusivos cobrados por quiosques e bares. Por isso, o órgão listou algumas dicas para ajudar o consumidor a evitar problemas durante as férias:

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O que não pode

  • Pagar consumação mínima ao uso de cadeiras e guarda-sóis de bares e quiosques instalados na faixa de areia. Se o local é público, o consumidor pode utilizar sem precisar pagar. A cobrança é prática é considerada venda casada pelo CDC;
  • Exigir o pagamento de 10% da conta ao garçom – esta cobrança é opcional e uma escolha do consumidor;
  • Cobrança antecipada: pagamento deve ser feito após a prestação de serviço e/ou após o consumo do produto;
  • Não informar os preços antes do consumo. Os preços devem estar visíveis em cardápios e placas;
  • Exigir consumação mínima, seja na praia, boates ou serviços;
  • Não informar a cobrança de couvert artístico.

O que o consumidor precisa saber

  • Vendedores ambulantes, bares e quiosques de praia devem ter autorização da prefeitura, o que pode ser exigido pelo consumidor;
  • O consumidor pode levar seus alimentos, bebidas e guarda-sóis e ocupar qualquer espaço na faixa de areia, que é um local público;
  • Produtos e serviços podem ser cobrados, desde que informado previamente ao consumidor – as regras de consumação devem ser informadas antes do ato de consumo, como determina o direito à informação, previsto no Código de Defesa do Consumidor (CDC);
  • Há cidades catarinenses que proíbem o uso de caixas de som nas praias, como Florianópolis e Balneário Camboriú. Mesmo em locais que permitam, vale o bom senso: respeite as pessoas ao seu redor!
  • Há locais que permitem e outros que proíbem a presença de pets: pesquise antes levar seu pet à praia para evitar multas.

Como acionar o Procon?

  • Zap Denúncia: 48 3665 9057;
  • Núcleo de Apoio ao Superendividamento: 48 3665 9068;
  • Telefone 151: ligação gratuita apenas para tirar dúvidas dos consumidores.
  • Site do Procon SC: reclamações para pessoas que moram em cidades sem Procon municipal;
  • Além disso, o Procon SC atende presencialmente na Rua Conselheiro Mafra, 82, Centro, Florianópolis.