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Trânsito 

Amanda tinha ido comemorar o resultado na prova do Detran horas antes do acidente

Garota de 18 anos sonhava em ter o carro próprio logo que conseguisse a carteira de motorista

24/02/2019 - 19h36 - Atualizada em: 25/02/2019 - 11h27

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Nathan
Por Nathan Neumann
Amanda Grabner Zimmermann, 18 anos, sonhava em ter o carro próprio logo que conseguisse a carteira de motorista
Amanda Grabner Zimmermann, 18 anos, sonhava em ter o carro próprio logo que conseguisse a carteira de motorista
(Foto: )

Os braços cruzados, apoiados em pose para uma foto mostram uma das coisas que Amanda Grabner Zimmermann, 18 anos, mais gostava de fazer: passar horas e horas tentando achar o melhor ângulo para as fotos. Neste sábado (23), a vida da jovem foi interrompida em grave acidente na BR-470.

Há nove meses, quando o pai disse a Amanda que sua nova namorada era fotógrafa, de cara já ouviu o pedido em tom de brincadeira: "Então diz para ela me dar um book de graça". O pedido funcionou e Amanda conseguiu seu objetivo. Ganhou várias fotos tiradas com direito a uma bela paisagem em Rio dos Cedros.

Conquistar suas metas parecia ser uma das coisas mais fáceis para a garota que tinha uma personalidade forte, segundo o pai, Tarcísio Zimmermann. Assim que um objetivo era alcançado, logo já colocava outro e assim por diante. Segundo os pais, tudo isso vinha de uma determinação enorme que Amanda tinha.

A vontade era tamanha que a menina repetia para quem quisesse ouvir quais seriam os seus passos. Sonhava ter logo a primeira habilitação e comprar o seu tão sonhado Volkswagen Golf. Um sonho que ficou próximo. Na sexta-feira, ela foi aprovada na prova teórica do Detran.

— Ela quis ir nesta festa justamente para comemorar. Ela estava muito feliz por ter passado na prova. Era uma coisa que ela realmente queria. Ela ligou pra mim cerca de 12 minutos antes do acidente. Disse que era pra abrir o portão que estava chegando, mas não chegou — conta a mãe, Adriana Grabner.

A mãe diz que todos conheciam Amanda não só por sua força de vontade, mas também pela sua capacidade de marcar as pessoas e mudar os ambientes que frequentava. Adriana fala com orgulho o relato dado a ela pelo professor da academia: "Ela chegava e mudava o clima do lugar, era incrível".

Amanda também é lembrada pelos familiares pelo tamanho de seu coração, que abria espaço para o terceiro sobrinho que está para chegar. Agora, vai ouvir os primos falarem de como a "titia Amanda" era incrivelmente apaixonada por eles.

A amiga, Anna Paula Hostert, 18, trabalhou e fez cursos com Amanda. Quando perguntada como o jovem era, lágrimas e silêncio vieram. Logo depois, garantiu:

— A Amanda era inexplicável.

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