Não é à toa que Florianópolis carrega o título de Ilha da Magia“: as paisagens da capital catarinense são responsáveis por moldar histórias que ultrapassam gerações. Entre elas, a lenda do amor proibido entre o indígena Peri e a bruxa Conceição, que teria resultando na origem de uma lagoa em formato de coração no Sul da cidade.

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Segundo a lenda, tanto a tribo do indígena Peri quanto as amigas da bruxa Conceição não aprovavam o namoro entre eles, querendo separar a relação entre os jovens a todo custo. No entanto, eles desrespeitaram a ordem.

Quando descobriram sobre a desobediência do casal, as bruxas transformaram Peri em uma lagoa de água doce. Conceição chorou tanto a ponto de criar uma lagoa com suas lágrimas, de água salgada.

Assim surgiu dois famosos cartões-postais de Florianópolis: a Lagoa do Peri, no Sul da Capital, em formato de coração, e a Lagoa da Conceição, no Leste.

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Outras lendas marcam a história de Florianópolis

Além da lenda da Conceição e Peri, outras histórias sobre bruxas marcam as paisagens de Florianópolis. Como por exemplo, a lenda das pedras localizadas nas rua das Palmeiras, em Itaguaçu, na parte Continental da cidade.

De acordo com a lenda, várias bruxas viviam no bairro e juntas decidiram organizar uma grande festa. Convidaram lobisomens, vampiros, curupiras, boitatás e outros seres folclóricos da Ilha. Contudo, deixaram de fora o diabo por conta do seu forte cheio de enxofre e da sua atitude “anti-social”.

Durante a festa, o diabo apareceu entre raios e trovões, muito bravo com o ocorrido. Como forma de demonstrar sua indignação, decidiu transformar as bruxas que estavam presentes em pedras naquele mesmo local. Assim, a praia ficou cheia de pedras representando as bruxas petrificadas.

O historiador e museólogo Francisco do Vale Pereira, integrante do Núcleo de Estudos Açorianos (NEA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), conta que a lenda das Bruxas de Itaguaçu faz parte do imaginário popular e das superstições de Florianópolis, misturando-se com a herança das comunidades tradicionais da Capital.

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— Todo o território catarinense, a faixa litorânea vai ser ocupada com pessoas vindas das ilhas que compõem o arquipélago dos Açores e trouxeram na bagagem o seu modo de vida, suas tradições, suas lendas, seus medos. Os receios, religiosidades, saberes e fazeres, cantos, atividades de sobrevivência, e trouxeram, obviamente também, essas lendas e isso é a base da comunidade, é a base de toda a gente que vive no litoral de Santa Catarina — pontua.

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