nsc
hora_de_sc

Mundo Animal

10 animais em extinção no Brasil

Preservar as espécies tem sido cada vez mais difícil com o desmatamento e a urbanização

15/06/2021 - 04h00 - Atualizada em: 22/10/2021 - 18h07

Compartilhe

Redação
Por Redação Hora
Boto cor-de-rosa e lobo-guará são dois dos animais em extinção no Brasil
Boto cor-de-rosa e lobo-guará são dois dos animais em extinção no Brasil
(Foto: )

O Brasil é reconhecido mundialmente por sua grande biodiversidade. No entanto, milhares espécies de fauna e flora nacional estão sob constante ameaça de extinção, enquanto tantas outras já foram extintas.

> Receba as principais notícias de Santa Catarina pelo WhatsApp

Com o intuito trazer um diagnóstico sobre esse cenário, o Instituto Chico Mendes (ICMBio), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), produziu um relatório responsável por mapear a fauna nacional ameaçada de extinção. O documento leva o nome de Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. Os pesquisadores destacam que a obra,

“Além da identificação do grau de risco de extinção de cada espécie, uma abordagem sobre o conjunto de circunstâncias que as colocam em risco, quais são e onde estão as ameaças que enfrentam e a sua associação com as atividades humanas”

Com base no trabalho dos pesquisadores e técnicos do Ministério do Meio Ambiente divulgado em 2018, organizamos uma lista com 10 espécies ameaçadas de extinção.

Veja a lista de animais em extinção no vídeo:

Espécie ameaçada de extinção: o que isso significa?

Antes de falarmos propriamente sobre as espécies ameaçadas de extinção, vejamos quais são os critérios utilizadas para se estabelecer essa classificação.

  • População 
  • Tempo geracional
  • Extensão de ocorrência
  • Fragmentação severa da população

Saiba mais sobre cada critério

População: o número total de indivíduos da espécie. O tamanho da população refere-se ao número de indivíduos maduros (capazes de se reproduzir) presentes na população.

Tempo geracional: idade média dos progenitores do recorte geracional investigado. A duração do tempo geracional reflete, portanto, a taxa de renovação dos indivíduos reprodutores numa população.

Extensão de ocorrência (EOO): área contida dentro do menor limite contínuo no qual pode ser identificada a incidência da espécie.

Fragmentação severa da população: O termo fragmentação severa refere-se à população, e não ao habitat. Aplica-se à situação na qual os indivíduos encontram-se em subpopulações pequenas e relativamente isoladas, aumentando o risco de extinção da espécie.

> Grupo de pinguins é solto em praia de Florianópolis; veja fotos

De forma combinada, esses critérios são utilizados para definir os graus de risco de extinção de uma espécie.

Categorias utilizadas para definição do grau do risco de extinção das espécies.
Categorias utilizadas para definição do grau do risco de extinção das espécies.
(Foto: )

10 espécies ameaçadas de extinção no Brasil

  • Ararajuba
  • Ariranha
  • Baleia-franca austral
  • Boto cor-de-rosa
  • Cervo do Pantanal
  • Cuxipu-preto
  • Macaco-aranha-de-cara-preta
  • Lobo-guará
  • Mico-leão-dourado
  • Onça-pintada

Conheça tudo sobre cada animal em extinção

1 Ararajuba

Arajuba
Arajuba
(Foto: )

A ararajuba (Guaruba guarouba), também conhecida como Guaruba, é uma ave verde e amarela, presente no bioma amazônico. A espécie vem sofrendo com o tráfico e o desmatamento na região.

A espécie gosta de áreas de terra firme e altitude baixa, menos de 300 m acima do nível do mar. Nessas áreas, ela escolhe grandes árvores ocas e isoladas da vegetação ao redor para fazer seus ninhos e se acomodar. Essa é uma forma de se proteger de seus principais predadores: macacos e cobras.

Em geral, elas comem sementes, frutos oleosos, frutas e flores e vivem em bandos, podendo ser encontradas em grupos de até 20 indivíduos.

> Oito peixes de espécie em extinção são vistos em São Francisco do Sul em fenômeno raro; veja vídeo

2 Ariranha

Ariranha
Ariranha
(Foto: )

A ariranha (Pteronura brasiliensis), também conhecida como lontra gigante, é um mamífero subaquático típico da fauna brasileira. Endêmica nas regiões das bacias do Pantanal e Amazônica, a espécie está desaparecendo por conta na degradação do seu habitat.

A atividade mineradora, por exemplo, é responsável por inundar os rios com rejeitos de mercúrio e demais metais pesados, contaminando a água e os peixes os quais a ariranha se alimenta.

Semelhante às lontras, as ariranhas, podem medir até 1,80 de comprimento e pesar 25kg. Especialistas na caça de peixes de grande porte, elas podem ser facilmente identificadas pelas manchas brancas que carregam na pelagem do pescoço.

> Jacaré invade campo de futebol, dá susto nos jogadores e interrompe treino; veja vídeo

3 Baleia-franca-austral

Baleia-franca-do-sul
Baleia-franca-do-sul
(Foto: )

A baleia-franca-austral (Eubalaena australis) é uma das três espécies de baleia-franca, pertencente ao gênero Eubalaena. Estima-se que haja cerca de 10.000 indivíduos desta espalhadas pelo hemisfério sul do planeta.

Desde o século XIX, a espécie foi reduzida a 10% de sua população origina, em função da caça predatória. A baleia-franca-austral é bastante visada pela quantidade de óleo que pode ser extraído de seu corpo, que tem espessas camadas de gordura.

Trata-se de um animal robusto, que pode pesar até 100 toneladas. Seu comprimento fica entre 13,5 m e 16 m, sendo que as fêmeas são ligeiramente maiores que os machos. A baleia-franca-austral não tem nadadeira dorsal nem pregas ventrais. Uma característica marcante é sua cabeça coberta por calosidades, onde alguns crustáceos costumam se abrigar.

4 Boto cor-de-rosa

Boto cor-de-rosa
Boto cor-de-rosa
(Foto: )

O boto cor-de-rosa é o maior golfinho de água doce. Essa espécie chama a atenção pelo dimorfismo sexual: os machos chegam a pesas até 55% mais que as fêmeas. Os adultos apresentam uma coloração rosada, bastante predominante nos machos.

Como outros cetáceos, essa espécie conta com um órgão chamado melão, que exerce uma função de ecolocalização. Sua nadadeira dorsal é pequena, porém, muito larga, enquanto as nadadeiras peitorais são grandes. Essa anatomia lhe garantia uma grande capacidade de navegar pela floresta inundada, como no bioma amazônico, para caças animais próprios de sua dieta, como peixes, tartarugas e caranguejos.

Atualmente, a causa da ameaça de extinção do boto-cor-de-rosa tem a ver com sua pesca predatório. Embora sua comercialização seja proibida por lei, a carne do boto é utilizada como isca para a pesca de peixes carnívoros, como a piracatinga. Anualmente, toneladas dessa espécie são exportadas para o exterior.

> Vaca pendurada a 50 metros de altura mobiliza complexo resgate dos bombeiros em Ituporanga

5 Cervo-do-Pantanal

Cervo-do-pantanal
Cervo-do-pantanal
(Foto: )

O cervo-do-pantanal faz parte da família Cervidae, que conta com um diverso agrupamento de mamíferos ungulados artiodáctilos (dotados de cascos) e ruminantes. Em toda a América do Sul ele é considerado o maior cervídeo, podendo ser encontrado na Argentina, Brasil, Bolívia e Paraguai. No Uruguai, ele é considerado extinto.

O habitat do cervo-do-pantanal são ambientes húmidos, como áreas pantanosas e encostas de rios. No país, sua incidência ocorre da região sul do Rio Amazonas ao pantanal.

Originalmente, a espécie era encontrada em todas as regiões do Brasil. Contudo, nos últimos anos, foi observado um declínio populacional significativo em função de fatores como construção barragens, caça predatória e drenagem de áreas pantanosas para irrigação de plantios de soja, que vem levando a redução de seu habitat original.

> Sputnik V: a eficácia da vacina que chegará no Brasil

6 Cuxiú-preto

Caxiú-preto
Caxiú-preto
(Foto: )

O cuxiú-preto é primata mais ameaçado da Amazônia. Sua população já desapareceu de boa parte de sua área de ocorrência. As populações selvagens que restam encontram-se em constante ameaça pela caça ilegal.

Tal qual outros primatas dessa mesma família, o cuxiú-preto contam com dentes adaptados a uma dieta baseada em sementes, que correspondem, em média, a 70% de sua alimentação. Esses animais têm por hábito utilizar as mãos para coletar água e beber, sendo esta a origem de seu nome científico. Chiropotes significa “o que bebe com a mão”.

> Lari Cel: Larissa Manoela lança próprio chip e operadora de celular

7 Macaco-aranha-de-cara-preta

Macaco-aranha-da-cara-preta
Macaco-aranha-da-cara-preta
(Foto: )

Macaco-aranha ou coatá é uma denominação comum a várias espécies de primatas do gênero Ateles e família Atelidae. Em sua maioria, suas populações têm incidência nas florestas da Amazônia e na América Central.

Seus braços e pernas são longo, enquanto a cauda é preênsil (capaz de se prender nas arvores). Essa anatomia lhe garante o título de maior primata da américa latina.

Todas as espécies de macaco-aranha encontram-se em algum grau de extinção, devido ao desmatamento e à caça predatória. Na classificação estabelecida pelo ICMBio no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, o Macaco-aranha-de-cara-preta é classificado como “criticamente em perigo”.

> Em Portugal, cães e gatos adotados têm descontos em veterinários

8 Lobo-guará

Lobo-guará
Lobo-guará
(Foto: )

O lobo-guará, também conhecido como lobo-de-crina, lobo-vermelho, aguará e aguaraçu, é o maior canídeo da América do Sul. Esse mamífero conta com membros longos e finos e é facilmente reconhecido por seus pelos de coloração laranja-avermelhados em grande parte do seu corpo.

O lobo-guará apresenta hábito de vida solitário, sendo encontrado formando casais apenas na época reprodutiva e durante o cuidado parental. Sua importância ecológica é inestimável por comprimir o importante papel de dispersar sementes por onde transita, garantindo a sobrevivência de diversas espécies vegetais.

O Guará é um dos grandes símbolos Cerrado. Recentemente, sua imagem foi inserida na nota de 200 reais. Ao mesmo tempo, essa é a espécie animal que mais sofre com a degradação desse bioma.

9 Mico-leão-dourado

Mico-leão-dourado
Mico-leão-dourado
(Foto: )

O mico-leão-dourado chama a atenção pela cor vibrante de seus pelos, que varia de dourado a vermelho-dourado. Tal os demais saguis da família Callitrichidae, seu pequeno porte, sua longa cauda e sua agilidade chamam a atenção de quem já pôde ver este animal na natureza.

O mico-leão-dourado vive cerca 10 anos, tem hábitos diurnos e, à noite, procura abrigo em ocos de árvores ou junto a emaranhados de cipós e bromélias. Ele se alimenta de frutos e pequenos insetos. Alguns estudos comprovam que o mico-leão-dourado come dezenas de espécies de plantas e, ao digeri-las, contribui para a sua dispersão no ambiente.

A imagem do pequeno primata é um dos símbolos da luta pela preservação da fauna brasileira e há décadas corre o mundo por meio de campanhas de conscientização. Isso porque o mico-leão-dourado está ameaçado de extinção desde a década de 1970.

Esse quadro se deve ao desmatamento acelerado da Mata Atlântica, habitat natural desse animal. Originalmente, a espécie era encontrada em todo o litoral sudeste do país, em especial na costa dos estados do Espírito Santo e do Rio de Janeiro. Com a intensidade da ocupação dessas regiões, em conjunta a expansão da atividade agropecuária e extrativista e consequente destruição das florestas, os micos estão confinados a cerca de 20 fragmentos florestais.

> Capivara é removida de lago na Praça do Congresso, no Centro de Criciúma

10 Onça-Pintada

Onça-Pintada
Onça-Pintada
(Foto: )

A onça-pintada é um mamífero da Ordem Carnivora e Família Felidae. Atualmente, sua incidência ocorre por quase toda a América Latina, em especial pelo Brasil. Ela é considerada o maior felino das Américas e o maior carnívoro da América do Sul, podendo pesar até 130 kg.

Sua alimentação se baseia em animais silvestres, como veados e tatus. O desmatamento e a expansão da agricultura alteraram o habitat desses animais e tornou-os um alvo de caça dos seres humanos, o que reduziu a sua população. Segundo classificação estabelecida pelo ICMBio, a onça-pintada é considerada como quase ameaçada de extinção.

Leia também

"Desde pequena ela sempre foi meio maluca", diz dono de vaca que ficou presa no telhado em SC

Recorde de frio em SC: confira as menores temperaturas registradas na história

Conheça os 16 animais mais estranhos e raros vistos em SC

Caso Evandro: o que aconteceu e as teorias do crime da série na Globoplay

O que são as variantes do coronavírus e como elas impactam Santa Catarina

Neve em Santa Catarina: saiba em quais cidades é possível ver o fenômeno

Colunistas