Ana Maria Braga abriu o programa “Mais Você” desta terça-feira (27) falando sobre o caso do cão comunitário Orelha, que morreu após sofrer maus-tratos na Praia Brava, em Florianópolis. Quatro adolescentes são suspeitos pelo espancamento e morte do cão, entre a madrugada do dia 3 e 4 de janeiro.

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A apresentadora começou o programa com uma frase de Mahatma Gandhi: “A grandeza de um país é seu progresso, e seu progresso pode ser medido pela maneira como trata os animais”. Ana Maria comentou o caso na sequência.

— Triste a gente falar a respeito disso, e não posso deixar de abrir o programa de hoje sem expressar a dor e indignação de tantas pessoas. Acho que todo mundo que viu essa notícia, independentemente de gostar, está sentindo sobre tamanha crueldade. Covardia absurda o que fizeram com o Orelha.

“Anjinho no céu”.

Ana Maria se referiu ao cão como “um anjinho lá no céu”.

— Eu inclusive já recebi abaixo-assinado, já assinei. A gente fica sem palavras. Com o coração muito triste — disse a apresentadora.

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Veja fotos de Orelha

Repercussão nacional

A morte do cão comunitário Orelha no bairro Praia Brava, em Florianópolis, ganhou repercussão nacional nos últimos dias e vem atraindo a atenção de diversas celebridades, que se mostraram revoltadas com o caso nas redes sociais. 

Nas redes sociais, atores e institutos se manifestaram sobre o caso, com indignação. A atriz Paula Burlamaqui, o humorista Rafael Portugal, a influenciadora fitness Gracyanne Barbosa e a atriz Giovanna Ewbank também usaram as redes sociais para se manifestar sobre o caso.

A cantora Ana Castela postou um vídeo nesta segunda-feira prestando apoio ao cachorrinho.

— Eu não sei como que é possível alguém com coração tão frio ter o coragem de fazer isso com um bichinho desse que é indefeso. Não entra na minha cabeça. Então eu ficaria muito feliz se todos vocês repostassem sobre o cachorro. Não vão deixar isso em silêncio, tá? — disse.

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O que aconteceu com o cão

O cachorro, também conhecido como Preto, vivia há mais de 10 anos na região, segundo a comunidade, e era cuidado por pessoas que moravam nos arredores, além de pescadores. Após a agressão, o cão foi encontrado com vários ferimentos em uma área de mata da Praia Brava e levado ao veterinário por moradores. Não foi possível salvá-lo e ele foi submetido à eutanásia. Quatro adolescentes são suspeitos pelo espancamento e morte do cão.

Pais e tio são indiciados por coação

Um advogado e dois empresários foram indiciados pela Polícia Civil na noite desta segunda-feira (26) por suspeita de coagir uma testemunha no processo do caso do cão comunitário Orelha. Segundo a delegada Mardjoli Adorian Valcaregg, da Delegacia de Proteção Animal da Capital, os três homens são parentes dos adolescentes suspeitos de cometer o crime contra o animal — dois pais e um tio.

O inquérito que investigava os parentes por coação foi finalizado e envolve um vigilante de um condomínio da Praia Brava. Segundo a Polícia Civil, ele foi ameaçado por familiares suspeitos pelos maus-tratos contra o cão Orelha. Ainda na manhã desta segunda-feira, três mandados de busca e apreensão foram feitos na casa dos indiciados. O objetivo era colher mais provas para a investigação do caso.

Até o momento, conforme a delegada, mais de 20 pessoas já foram ouvidas pela polícia como testemunhas. Entre eles estão os síndicos dos condomínios onde moram os suspeitos e moradores. Os adolescentes suspeitos são interrogados pela Delegacia de Adolescente em Conflito com a Lei.

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O NSC Total e todas as plataformas da NSC não divulgam o nome, nem a identidade dos adolescentes suspeitos em total respeito e consonância ao que determina o artigo 143 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que veda a “divulgação de atos judiciais, policiais e administrativos que digam respeito a crianças e adolescentes a que se atribua autoria de ato infracional”. Diz o ECA: “Qualquer notícia a respeito do fato não poderá identificar a criança ou adolescente, vedando-se fotografia, referência a nome, apelido, filiação, parentesco, residência e, inclusive, iniciais do nome e sobrenome.”