Uma história de décadas termina definitivamente em Joinville, no Norte catarinense. A estrutura da Kavo, antiga indústria de materiais odontológicos, que atuou por mais de 60 anos na cidade, começa a ser demolida para receber um novo empreendimento comercial.

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O imóvel foi adquirido pela IAB Administradora de Bens, empresa do grupo Incasa, do qual também faz parte a OPA BIER. A fábrica era uma filial da gigante indústria da Alemanha, que existe há 110 anos e ocupava o quarteirão inteiro na base do morro do Boa Vista. Quem passa pelo local, que fica ao lado do famoso Mirante de Joinville, já repara as máquinas trabalhando e já parte das paredes no chão.

A fábrica em Joinville operou desde 1960 na região e atendia 75% do mercado da América Latina da empresa, além das exportações para outros países. A unidade empregava cerca de 350 a 400 pessoas na cidade. No local eram feitas cadeiras odontológicas e outros instrumentos rotatórios para dentistas.

O encerramento das atividades aconteceu em 2020. Em comunicado, à época, a empresa alegou “mudanças no mercado odontológico, aceleradas pelas condições atuais”, o mundo vivia a pandemia da COVID-19. Desde então o local foi desativado e se tornou uma paisagem curiosa para quem subia o Mirante: a vegetação começou a tomar conta, assim como a própria estrutura que foi se deteriorando. A região ocupava cerca de 17 m².

Atualmente, a Kavo conta com 22 unidades pelo mundo. Além da sede na Alemanha está presente em países como China, Itália, França e Japão. A empresa emprega cerca de 1500 colaboradores.

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O que vai ser no local da fábrica da Kavo em Joinville?

O terreno onde funcionava a antiga Kavo já tem novo destino definido. Segundo a IAB Administradora de Bens, as obras de adequação já foram iniciadas e a área vai abrigar um Centro Comercial e Empresarial. O projeto prevê espaços para lojas, escritórios e operações voltadas a serviços e gastronomia.

A região já é considerada estratégica por estar localizada bem na área central da cidade, com grande fluxos de pessoas, empresas e operações gastronômicas, como o próprio Opa Prainha, próximo. Apesar do novo uso já estar definido, ainda não há previsão de conclusão das obras nem de início das operações no local.