Nove municípios formam a chamada Região Metropolitana de Florianópolis, que concentra as cidades mais próximas da Capital de Santa Catarina: Águas Mornas, Antônio Carlos, Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, São José, São Pedro de Alcântara e Governador Celso Ramos. O Índice de Progresso Social (IPS), divulgado nessa quarta-feira (3), apontou quais são as melhores cidades da região para viver.

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O estudo avalia diversos fatores como segurança, saúde, economia e saneamento básico, e projeta uma nota final, que vai de 0 a 100. Os indicadores utilizados para a elaboração do resultado final são provenientes de fontes oficiais e institutos de pesquisa, como o Ministério da Saúde, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), CadÚnico, entre outras.

1 – Florianópolis (69,56)

A Capital de Santa Catarina segue como uma das melhores cidades brasileiras para viver, sendo a 4ª melhor capital, atrás apenas de Brasília (DF), Goiânia (GO) e Belo Horizonte (MG). A pontuação de Florianópolis ficou acima da média do Estado, que obteve um IPS geral de 64,24, e deixa a cidade como a melhor da região.

Entre os itens avaliados, o melhor desempenho de Florianópolis foi na categoria “Acesso à Educação Superior”, com uma pontuação de 73,97 — sendo a 3ª melhor cidade brasileira nesse quesito. Já o pior desempenho foi na categoria “Inclusão Social”, com nota 43,71 e a 4.348ª posição entre todas as cidades brasileiras.

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2 – Antônio Carlos (66,66)

A cidade com 11 mil habitantes se destaca pelo índice “Saúde e bem-estar”, ficando entre as 80 melhores cidades brasileiras nesse quesito. O município integra o chamado “cinturão verde” da Grande Florianópolis, onde se encontra boa parte da produção de hortaliças da região, mantida principalmente pela agricultura familiar.

O município vizinho de Biguaçu também foi bem avaliado pela inclusão social, baixa evasão no ensino médio e alta expectativa de vida. Já os pontos negativos da cidade foram baixa cobertura de internet 4G/5G, problemas com abastecimento de água e a falta de representatividade de negros e pardos na câmara de vereadores.

3 – Biguaçu (66,13)

Um dos pontos positivos do município foi na categoria “Oportunidades”, classificada entre as 500ª melhores cidades do Brasil, com boa avaliação no quesito “Acesso a Programas de Direitos Humanos”. Outras áreas consideradas “fortes” da cidade são ações de combate à subnutrição, áreas verdes em zonas urbanas e acesso à banda larga fixa.

Os problemas do município apontados no estudo foram taxa de abandono e reprovação do ensino fundamental, além de dificuldade na cobertura de iluminação residencial elétrica considerada adequada. Biguaçu tem 76 mil habitantes e é uma das que mais crescem na região.

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4 – Governador Celso Ramos (64,83)

A cidade conhecida por suas belas praias e preservação ambiental ficou na frente de Florianópolis no quesito “Moradia” — Governador Celso Ramos está em 905º, enquanto a Capital ocupa a posição 3.517º. A expectativa de vida e a mortalidade entre 15 e 50 anos também foi bem avaliada.

O ponto negativo ficou no tópico “Paridade de Gênero na Câmara Municipal”, avaliado como “fraco” na cidade. A chamada “Taxa de Congestionamento Líquido de Processos” também apontou baixa avaliação, o que indica certa burocracia em procedimentos administrativos do município, com 16 mil habitantes.

5 – São José (63,71)

A segunda maior cidade da região, com 270 mil habitantes, foi bem avaliada em quesitos como geração de emprego para trabalhadores com ensino superior, além da alta expectativa de vida e boa cobertura de internet e telefonia.

No entanto, o município está entre os piores do Brasil no tópico “Inclusão Social”, ocupando a 5.231ª posição — o ranking avalia 5.570 municípios brasileiros. As mortes por acidentes de trânsito na cidade também foram outro ponto negativo na avaliação.

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6 – Palhoça (63,28)

Palhoça foi bem avaliada quanto ao acesso à cultura, lazer e esporte, além de ter uma expectativa de vida considerada “forte”, com boa cobertura de internet e telefonia e ações de combate à subnutrição. O município também é uma das cidades que mais crescem em Santa Catarina, com 222 mil habitantes, ultrapassando Criciúma no último censo.

Os problemas da cidade, no entanto, estão na evasão do ensino médio e reprovação no ensino fundamental. Além disso, Palhoça não foi bem avaliada na paridade de gênero na câmara de vereadores. No quesito “Moradia”, a cidade ocupa a 3.592ª posição nacional.

7 – Santo Amaro da Imperatriz (63,17)

O município ficou abaixo da média catarinense, mas foi bem avaliado na taxa de evasão no ensino médio, além de boa cobertura de banda larga fixa a alta expectativa de vida. Santo Amaro possui destaque no turismo da região por agregar uma rede hoteleira focada na exploração de águas termais.

A avalição média da cidade ficou como “neutra”, sem registrar nenhum tópico considerado “fraco”, que é a pior categoria possível no IPS. A cidade com 27 mil habitantes tem renda per capita acima da capital, com R$46 mil — Em Florianópolis, a renda é de R$44 mil.

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8 – São Pedro de Alcântara (61,73)

A primeira colônia alemã de Santa Catarina é a 214ª cidade brasileira com melhor avaliação no quesito “Acesso ao Conhecimento Básico”. O município é um dos mais bem avaliados no tópico “Ideb Ensino Fundamental”. A expectativa de vida e o índice de abastecimento de água também ocupam boas posições.

No entanto, São Pedro de Alcântara foi uma das cidades catarinenses com pior avaliação nos quesitos obesidade, suicídios e violência contra negros. A paridade de negros e pardos na câmara de vereadores também recebeu uma avaliação baixa.

9 – Águas Mornas (57,71)

Das nove cidades da Região Metropolitana de Florianópolis, Águas Mornas recebeu a menor avaliação no IPS. Ainda assim, o município apresenta bons índices como uma expectativa de vida alta, baixa taxa de subnutrição, além de boa cobertura de banda larga fixa e de telefonia.

De maneira negativa, o índice de abastecimento de água foi considerado “fraco”, e os problemas relacionados à inclusão social também foram mal avaliados. A violência contra os negros e a baixa paridade racial na câmara municipal receberam notas baixas.

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Avaliação da Granfpolis

O Diretor Executivo da Granfpolis (Associação dos Municípios da Região da Grande Florianópolis), Marius Bagnati, destacou em entrevista para a CBN Floripa, nesta quinta-feira (04), as principais potencialidades da região e os desafios da integração da cidade para uma melhora na qualidade de vida.

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