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    Anvisa interrompe estudos clínicos da vacina Coronavac

    A Anvisa informa que "decidiu interromper o estudo para avaliar os dados observados até o momento e julgar sobre o risco/benefício da continuidade do estudo"

    09/11/2020 - 20h56 - Atualizada em: 09/11/2020 - 21h30

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    Éder
    Por Éder Kurz
    vacina, testes
    Com a interrupção do estudo, nenhum novo voluntário poderá ser vacinado
    (Foto: )

    A Anvisa determinou a interrupção do estudo clínico da vacina chinesa Coronavac após a ocorrência de "evento adverso grave". As informações foram divulgadas na noite desta segunda-feira (9). Com a suspensão do estudo, nenhum novo voluntário poderá ser vacinado contra o novo coronavírus.

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    Segundo nota da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o evento foi comunicado nesta segunda ao órgão, que "decidiu interromper o estudo para avaliar os dados observados até o momento e julgar sobre o risco/benefício da continuidade do estudo".

    Ainda conforme a nota, a interrupção é prevista pelas normativas da Anvisa e faz parte dos "procedimentos de Boas Práticas Clínicas esperadas para estudos clínicos conduzidos no Brasil".

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    Conforme a Anvisa, são considerados eventos adversos graves:

    a) óbito;

    b) evento adverso potencialmente fatal (aquele que, na opinião do notificante, coloca o indivíduo sob risco imediato de morte devido ao evento adverso ocorrido);

    c) incapacidade/invalidez persistente ou significativa;

    d) exige internação hospitalar do paciente ou prolonga internação;

    e) anomalia congênita ou defeito de nascimento;

    f) qualquer suspeita de transmissão de agente infeccioso por meio de um dispositivo médico;

    g) evento clinicamente significante.

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    Nesta segunda, o governo de São Paulo informou um lote com as primeiras 120 mil doses da Coronavac deve chegar ao país até o dia 20 de novembro. A informação foi anunciada pelo governador João Doria (PSDB). Procuradas, a Secretaria da Saúde de SP e o Instituto Butantan ainda não se manifestaram sobre o assunto.

    A Coronavac, que é produzida pela chinesa Sinovac e será desenvolvida no Brasil pelo Instituto Butantan, em São Paulo, é a aposta de Doria para controlar a pandemia e virou alvo de críticas por parte do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), seu rival político. 

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    O acordo com o governo de São Paulo prevê 46 milhões de doses vindas da China. O Butantan tem capacidade para produzir mais 60 milhões de doses até maio de 2021.

    Em outubro, a Anvisa havia autorizado a importação de 6 milhões de doses da CoronaVac.

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