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    Falta de água

    Apesar da estiagem, Samae descarta problemas no abastecimento de água em Blumenau

    Autarquia explica que cidade está em uma situação mais "confortável" em comparação a outras, mas economia continua sendo fundamental

    03/05/2020 - 21h08 - Atualizada em: 04/05/2020 - 07h16

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    Bianca
    Por Bianca Bertoli
    Blumenau teve o mês de abril mais seco desde 1981
    Blumenau teve o mês de abril mais seco desde 1981
    (Foto: )

    Apesar da estiagem vivida em Santa Catarina, a possibilidade de desabastecimento de água é algo que não preocupa tanto o Samae de Blumenau, responsável por levar o líquido essencial às casas do município. As imagens de rios quase secos em diversas cidades do Vale do Itajaí têm chamado a atenção de moradores acostumados com a distribuição "equilibrada" da chuva. Blumenau, por exemplo, teve o mês de abril mais seco desde 1981.

    Mesmo com o cenário - um dos piores do estado desde 2006 -, o diretor de operações da autarquia, Guto Reinert, explica que Blumenau está em uma situação diferente de vizinhos como Ilhota, que precisou instalar um grande reservatório em plena Praça Central para amenizar os impactos das torneiras vazias.

    Em Blumenau, o serviço de captação de água não sofreu qualquer alteração até o momento. Porém, isso não significa que blumenauenses devam desperdiçar - se antes o uso esbanjador já era condenado, na atual situação a atitude é ainda mais irresponsável. Guto recomenda que grandes faxinas, como lavar calçadas e muros, não sejam feitas com água potável.

    — Nós não temos como fazer um cálculo hídrico e prever quando pode faltar água se a estiagem continuar, mas vamos acompanhar a evolução e se preciso for adotar medidas mais severas — explica o diretor.

    As previsões do tempo, segundo ele, são otimistas para as próximas semanas, e apontam que a chuva voltará à região com menos timidez. De qualquer forma, os equipamentos mais modernos adquiridos nos últimos anos - como as boias flutuantes que captam água em pontos mais fundos do rio - continuam trabalhando a todo vapor.

    E a chuva?

    Conforme o o meteorologista da NSC TV, Leandro Puchalski, a chuva deverá ocorrer ao longo dos próximos três meses, mas com distribuição irregular tanto espacial quanto temporal. Ou seja, os períodos mais longos de tempo seco continuarão pelo estado. Algumas regiões terão volumes maiores de chuva, outras menores.

    "No trimestre esperamos chuva abaixo e no máximo dentro do padrão do período. Para que tenham ideia, o volume mensal varia entre 90 e 170mm na maior parte do Estado", escreveu Puchalski.

    A previsão quinzenal do AlertaBlu é semelhante: nesta semana a circulação marítima deve favorecer a condição para chuva fraca e isolada, mas não durará muito. Uma massa de ar seco e frio de origem polar deixará o tempo firme, com predomínio do sol, presença e variação de nuvens e temperaturas baixas, com madrugadas frias e tardes amenas.

    O que é "milímetro de chuva"

    Órgãos oficiais e veículos de imprensa sempre usam o "milímetro" para se referir à chuva. Mas, afinal de contas, quanto isso corresponde na prática?

    A gente explica: conforme o Sistema Internacional de Unidades, 1 milímetro equivale a 1 litro de água que se acumulou sobre uma superfície de 1 metro quadrado.

    Ou seja, se choveu 20 milímetros durante uma hora, significa que o equivalente a uma bombona grande água foi despejada em um metro quadrado (100cm x 100cm) nesse período de tempo.

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