O traslado do corpo de Juliana Marins, brasileira que morreu ao cair em uma trilha na Indonésia na última semana, será realizado nesta terça-feira (1°). É o que diz a Emirates Airlines, companhia aérea que deve realizar o serviço, após a família de Juliana reclamar de descaso e fazer um apelo à empresa para que o voo com o corpo da brasileira fosse confirmado. As informações são do g1.
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De acordo com a Emirates Airlines, o corpo será transportado para Dubai em 1° de julho e “posteriormente para o Rio de Janeiro em 2 de julho”. Em nota, a empresa disse que “priorizou a coordenação com as autoridades relevantes e outras partes envolvidas na Indonésia para facilitar o transporte; no entanto, restrições operacionais tornaram inviáveis os preparativos anteriores”.
A companhia aérea também afirmou que a família já foi notificada sobre a confirmação da logística que será feita e que “estende suas mais profundas condolências durante este momento difícil”.
Pedido pelas redes sociais
O apelo foi feito pela família de Juliana no domingo (29), pelas redes sociais. Na postagem, os familiares dizem que a “Emirates não quer confirmar o voo! É descaso do início ao fim”. Mariana Marins, irmã de Juliana, que atualizou informações sobre o caso durante todo o período de tentativa de resgates, disse que o voo estava confirmado para sair às 19h45 de domingo no horário de Bali (8h45 no horário do Brasil).
Porém, “misteriosamente, a parte do porão de carga ficou ‘lotado'”. Por isso, segundo Mariana, a Emirates só levaria Juliana até outro voo se fosse até São Paulo, sem que se responsabilizasse pela chegada do corpo no Rio de Janeiro.
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A irmã de Juliana ainda disse que o atraso no voo “parece proposital, já que o embalsamamento tem apenas alguns dias de validade. O medo é que em nova autopsia descubramos mais coisas? Está muito difícil”.
Corpo pode passar por nova autópsia
Uma nova autópsia no corpo de Juliana pode ser feita, já que a família dela acionou a Defensoria Pública da União, com ajuda da Prefeitura de Niterói. A defensora Taísa Bittencourt Leal Queiroz, responsável pelo pedido à Justiça Federal, afirmou que a família quer saber exatamente qual foi a causa e o momento em que a jovem morreu.
A perícia deve ser feita no máximo após 6 horas da chegada do corpo de Juliana ao Rio de Janeiro, segundo a defensora. O órgão também pediu, com um ofício, que a Polícia Federal instaure um inquérito para investigar o caso.
Uma autópsia foi realizada em Bali na quinta-feira (26) que apontou que a brasileira morreu por ter sofrido múltiplas fraturas e lesões internas, tendo sobrevivido por no máximo 20 minutos após um trauma. A família disse que a imprensa foi informada sobre o resultado da autópsia antes mesmo que os próprios familiares.
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Relembre o caso
Juliana Marins caiu de um penhasco no sábado (21), enquanto fazia uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia. A morte foi confirmada na terça-feira, após quatro dias de buscas. A operação de resgate era considerada complexa, devido à neblina densa e ao terreno acidentado do local.
O corpo foi resgatado do penhasco na quarta-feira (25) e ainda está na Indonésia. Juliana será velada e sepultada em Niterói, em data ainda não marcada.
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