Uma mangueira plantada na propriedade de um morador do bairro Santo Antônio, em Chapecó, tem chamado a atenção pela produção de frutos de tamanho incomum. As mangas da árvore chegam a pesar até 2,5 quilos, um feito surpreendente para a variedade de manga rosa. Ao todo, o morador João Fernando colheu cerca de 20 frutos, todos com mais de 1,3 quilos.

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João conta que a mangueira nasceu a partir de uma semente de manga comprada no supermercado e plantada nos fundos de sua propriedade há cerca de dez anos. Apesar de este ser o terceiro ano consecutivo em que a árvore frutifica, nas primeiras safras as mangas não se desenvolveram completamente, caindo antes do amadurecimento.

“Eu plantei uma semente no fundo do terreno e ela foi crescendo. Se adaptou ao clima daqui, apesar de não ser uma espécie comum na região. Essas mangas não gostam de água e geada, mas ela conseguiu sobreviver à umidade do solo e, como houve menos geadas, conseguiu crescer bem”, relatou João.

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Segundo ele, a árvore inicia sua floração em junho, justamente na época de frio, e segue um ciclo natural até a maturidade dos frutos, que ocorre entre janeiro e fevereiro. As mangas são doces, suculentas e apresentam poucos fiapos, características que impressionaram até mesmo a equipe de reportagem da NSC TV, que visitou a propriedade para conferir.

“Eu não sei explicar o que aconteceu. Para mim também foi uma surpresa, porque eu só adubei quando o pé era pequeno e cuidei para não queimar com a geada. Fui podando e ela cresceu rápido, foi realmente uma novidade para nós”, comentou o morador.
As mangas produzidas são destinadas ao consumo próprio e distribuídas entre amigos e familiares.

O engenheiro agrônomo de Chapecó, Diogo Antônio Deoti, analisou o fenômeno e explicou que, devido à baixa quantidade de frutos na árvore, os poucos que crescem acabam absorvendo mais nutrientes e água, favorecendo seu desenvolvimento.

“É realmente curioso um fruto desse tamanho. A gente percebe que são vários frutos com dois quilos ou mais. Mas é uma planta que tá bem conduzida, a gente percebe que são poucos frutos, então os poucos que produzem eles conseguem crescer mais, utilizam os nutrientes, a água disponível na planta”, explica o agrônomo.

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*Com a colaboração de Francieli de Moraes, da NSC TV de Chapecó

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