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Árvores cortadas às margens da BR-470 vão virar moradia popular em SC

Famílias do Alto Vale do Itajaí que hoje dependem do auxílio aluguel devem ser as primeiras beneficiadas

28/03/2022 - 06h00

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Talita
Por Talita Catie
Árvores foram cortadas pelo Dnit em região com muitos acidentes
Árvores foram cortadas pelo Dnit em região com muitos acidentes
(Foto: )

Árvores removidas das margens da BR-470 vão servir para construção de casas populares em Santa Catarina. A iniciativa é da prefeitura de Pouso Redondo, no Alto Vale do Itajaí, que viu as torras sendo cortadas por causa da segurança na estrada e decidiu usá-las para resolver o déficit habitacional da cidade.

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Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), responsável pela rodovia, a retirada das árvores de pinos e eucalipto é para que em casos de saída de pista os veículos não venham a se chocar com a vegetação. Esse é um tipo de acidente comum na região. 

Todo o material retirado da BR-470 está sendo levado para o centro de eventos de Pouso Redondo. Lá, uma serraria licitada pela prefeitura trabalha para transformar as torras em tábua para erguer as moradias. A ideia inicial é construir 100 casas, que serão entregues gradativamente conforme forem ficando prontas.

Infraestrutura

As residências devem ter 63 metros quadrados, com três quartos, sala e cozinha em madeira. Banheiro e lavação serão em alvenaria. O conjunto habitacional será em um terreno com três hectares no bairro Saltinho.

Segundo a prefeitura de Pouso Redondo, neste momento os serviços estão concentrados na terraplanagem do local. Ainda será preciso investir em infraestrutura, com abertura de rua, saneamento básico, rede de água e energia elétrica.

É necessário definir também a empresa que vai erguer as casas e aprovar na Câmara de Vereadores um projeto para ceder as residências às famílias.

A seleção dos beneficiados será feita pela assistência social do munícipio, que tem quase 18 mil habitantes. Primeiro devem ser atendidos aqueles que recebem aluguel social e as famílias chefiadas por mulheres. 

Depois avança para quem recebe até dois salários mínimos.

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