O cinema é uma das formas de arte mais apreciadas e discutidas em todo o mundo, seja pelos seus roteiros impressionantes, técnicas inovadoras e histórias contagiantes. Entre as muitas facetas das produções cinematográficas, alguns diretores e produtores buscam referenciar outras formas de arte como pinturas, esculturas e outras formas de expressão artística para compor suas cenas e narrativas.

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Nesta reportagem, você vai conhecer 10 cenas icônicas que foram inspiradas em obras de arte que você pode ter deixado passar. Além disso, os filmes apresentados também podem servir de inspiração para a sua próxima sessão de cinema em casa.

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Confira 10 cenas de filmes que foram inspiradas em obras de arte

1. “O beijo” de Gustav Klimt e “A Ilha do Medo” de Martin Scorsese

No filme “A Ilha do Medo”, o personagem de Leonardo DiCaprio, Teddy Daniels, tem uma alucinação ou sonho com sua esposa, Dolores, interpretada por Michelle Williams, onde toda a estética e posicionamento de cena faz uma referência clara à pintura de Klimt.

2. “A Ronda dos Prisioneiros” de Vincent van Gogh, e “Laranja Mecânica”de Stanley Kubrick

A pintura “A Ronda dos Prisioneiros”, de Vincent Van Gogh, retrata prisioneiros caminhando em círculo, capturando a monotonia e a desesperança do encarceramento, evocando um sentimento de opressão e confinamento psicológico. Em “Laranja Mecânica”, Kubrick recria a cena perfeitamente no filme. A recriação simboliza a opressão e controle sobre o protagonista Alex.

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3. “Architecture au clair de lune” de René Magritte, e “O Show de Truman” de Peter Weir

O filme “O Show de Truman” explora a relação entre ilusão e realidade através de uma referência à obra “Architecture au clair de lune” de René Magritte. A pintura possui uma arquitetura surrealista que desafia as percepções com ambiguidade. O filme, que retrata os mesmos temas de realidade e ilusão através do personagem de Jim Carey, Truman Burbank, também explora a ambiguidade e surrealismo em suas cenas que referenciam a obra de René Magritte.

4. “Venus de Milo” de Alexandre de Antioquia, e “Os Sonhadores” de Bernardo Bertolucci

Em “Os Sonhadores”, Bertolucci usa referências a obras de arte clássicas e cinematográficas para capturar a paixão, a curiosidade intelectual e a busca de identidade dos jovens protagonistas. Em uma cena marcante, os personagens recriam a pose da Vênus de Milo, sublinhando temas de beleza, desejo e a eterna busca pela expressão pessoal e artística.

5. “As Lágrimas” de Man Ray, e “Pulp Fiction” de Quentin Tarantino

Quentin Tarantino recria a imagem de “As Lágrimas” de Man Ray em uma cena com Mia Wallace em “Pulp Fiction”, utilizando referências visuais para enriquecer a narrativa e aprofundar a caracterização. Em uma das cenas mais icônicas, após Mia sofrer uma overdose, ela é reanimada com uma injeção de adrenalina, levando a um close-up de seu rosto enquanto recupera a consciência. Tarantino enquadra o rosto de Mia de forma que seus olhos expressivos, delineados por um dramático delineador preto, e as lágrimas que surgem remetem diretamente à estética surrealista de Man Ray.

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6. “Caminhante sobre o mar de névoa” de Caspar David Friedrich, e “Dunkirk” de Christopher Nolan

Em “Dunkirk”, Nolan utiliza uma composição visual semelhante durante a cena em que o soldado Tommy, interpretado por Fionn Whitehead, está em pé na praia de Dunkirk, observando o mar. Este momento captura a sensação de isolamento e a vastidão do desconhecido que os soldados enfrentam enquanto aguardam resgate. A imagem de Tommy, com o horizonte nebuloso e o mar à sua frente, remete à postura contemplativa do caminhante de Friedrich, sublinhando temas de desespero, esperança e a luta pela sobrevivência em meio a circunstâncias deslumbrantes.

7. “Os elefantes” de Salvador Dalí, e “Mad Max: Fury Road” de George Miller

Na pintura de Dalí, elefantes com longas, finas e quase impossíveis pernas carregam estruturas pesadas, combinando a força e a grandeza dos elefantes com uma fragilidade ilusória, evocando um mundo de sonhos e distorções da realidade. Em “Mad Max: Fury Road,” essa influência surrealista é visível nas sequências que apresentam seres com características semelhantes às da pintura de Dalí, enquanto cruzam o deserto pós-apocalíptico.

8. “Frühlingsreigen” de Maximilian Lenz, e “Midsommar” de Ari Aster

“Frühlingsreigen,” uma obra do período Art Nouveau, retrata uma cena bucólica e idílica, com figuras femininas dançando em um círculo, celebrando a chegada da primavera com uma sensação de harmonia e renascimento. Em “Midsommar,” Ari Aster faz uso de uma composição visual semelhante durante as cenas dos rituais do festival de verão na aldeia sueca de Hårga. As imagens de jovens mulheres vestidas de branco, dançando em círculos nos campos floridos, remetem diretamente à estética e disposição das figuras em “Frühlingsreigen.”

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9. “Napoleão cruzando os Alpes” de Jacques-Louis David, e “Maria Antonieta” de Sofia Coppola

A pintura de David, que retrata Napoleão Bonaparte heroicamente montado em um cavalo enquanto atravessa os Alpes, é uma representação icônica do poder, liderança e do espírito indomável do líder militar francês. No filme de Sofia Coppola, a cena é recriada durante um sonho da protagonista.

10. “Nighthawks” de Edward Hopper, e “Dinheiro do Céu” de Herbert Ross

“Nighthawks” é uma pintura icônica que retrata um diner tradicional americano durante a noite e seus clientes solitários, iluminados por uma luz fria e artificial. A cena captura uma sensação de solidão urbana e desconexão, enquanto os personagens parecem imersos em seus próprios pensamentos e preocupações.

Em “Dinheiro do Céu,” Herbert Ross recria a estética de “Nighthawks” em uma cena que apresenta o personagem interpretado por Steve Martin em um diner durante a noite.

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