O assassinato da jovem Raibelys Forti, de 21 anos, sofreu uma reviravolta. O Ministério Público de Santa Catarina entendeu que o crime não foi um feminicídio e, sim, um latrocínio. O acusado do homicídio, ocorrido em maio do ano passado no bairro Água Verde, era um vizinho dela.

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A Polícia Civil, responsável pela investigação, disse na época acreditar que a vítima morreu esfaqueada e estrangulada ao reagir a uma tentativa de estupro. O homem teria entrado na casa dela quando o marido de Raibelys saiu. O criminoso fugiu da cena levando um notebook e uma arma de pressão.

O material foi encontrado perto da casa da jovem, ainda na noite em que o crime veio à tona. O suspeito acabou preso dois dias depois e negou o crime. Ele chegou a dar um álibi, que os investigadores teriam descoberto ser mentiroso. Além disso, o homem tinha arranhões no corpo de uma possível briga.

— Entendemos por feminicídio porque ele somente entrou na casa sabendo que ela estava sozinha. Certamente a matou por ser mulher, se fosse homem não teria nem entrado — disse o delegado Bruno Fernando à época do assassinato.

Porém, para o Ministério Público, responsável por fazer a denúncia à Justiça, o acusado cometeu latrocínio — que é o roubo seguido de morte. O acusado chegou ao banco dos réus no dia 12 de dezembro e foi absolvido por falta de provas. O órgão vai recorrer da decisão.

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