O historiador, youtuber e pré-candidato a deputado federal Jones Manoel (PSOL-PE) foi condenado a indenizar o deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) por fazer associações entre o parlamentar e uma facção criminosa paulista em publicações na internet. A indenização estabelecida pela Justiça foi de R$ 30 mil. O influenciador ainda pode recorrer. As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo e confirmadas pela reportagem do NSC Total.
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Kataguiri acionou a Justiça alegando ser alvo de uma “campanha sistemática e progressiva de perseguição” por parte de Manoel, feita por meio de publicações do historiador na rede social X e na plataforma YouTube.
Jones Manoel teria feito acusações relacionando Kataguiri a condutas de associação ao crime organizado, corrupção e envolvimento com ideologias nazistas.
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O parlamentar da Missão, um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), pediu indenização de R$ 50 mil e postagens de retratação no perfil de Jones Manoel. A defesa de Manoel negou as condutas e alegou que o parlamentar estaria tentando silenciá-lo.
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O que disse a decisão
Após analisar as manifestações, o juiz responsável pelo caso considerou que a prática não seria uma perseguição judicial e alegou que “o réu extrapolou os limites da crítica política, ao atribuir ao autor vinculação a organização criminosa, corrupção e posições ideológicas extremistas sem suporte fático idôneo”.
O juiz Cleber de Andrade Pinto, da 16ª Vara Cível de Brasília, lembrou a fala de Kataguiri em um podcast em que ele teria defendido a descriminalização do nazismo e citou a ideologia como “antidemocrática, rosca, bizarra, discriminatória”. Por conta disso, o magistrado considerou que Jones Manoel teria falseado o argumento do autor, já que ele mesmo na entrevista classificou a ideologia como antidemocrática.
Ao final da decisão, o magistrado definiu pela multa de R$ 30 mil e também pela publicação de post de retratação nas redes de Jones Manoel. A defesa do pré-candidato a deputado, no entanto, ainda pode recorrer. Nas redes sociais, os envolvidos não comentaram o caso até a manhã desta terça-feira (26).










