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Criminalidade

Ataque a tiros em metrô de Nova York deixa feridos

13 pessoas ficaram feridas e ao menos 5 foram baleadas; responsável não foi identificado

12/04/2022 - 10h20 - Atualizada em: 12/04/2022 - 15h30

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Redação
Por Redação DC
Folhapress
Por Folhapress
Disparos foram ouvidos na manhã desta terça-feira
Disparos foram ouvidos na manhã desta terça-feira
(Foto: )

Um homem abriu fogo em um metrô do Brooklyn, em Nova York, na manhã desta terça-feira (12). Ao menos dez pessoas foram baleadas e outras seis também ficaram feridas.

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O ataque ocorreu na estação que fica no bairro Sunset Park, por volta das 8h30min, um dos horários mais movimentados do metrô. O ataque aconteceu um dia depois da Times Square ser evacuada após a explosão de um bueiro. 

Durante entrevista coletiva, a governadora de Nova York, a democrata Kathy Hochul, afirmou que o incidente não está sendo investigado como um ato terrorista e informou que o suspeito ainda não foi localizado. 

— A tranquilidade e a normalidade foram rompidas por um indivíduo frio, que não se importou com aqueles que agrediu — disse.

De acordo com a comissária do Departamento de Polícia de Nova York, Keechant Sewell, cinco dos feridos estão em estado grave, mas estável. Nenhum deles corre risco de morte, acrescentou.

A polícia busca um homem que estava usando máscara de gás e um colete laranja de construção. O suspeito, segundo uma porta-voz da polícia, é um homem negro de cerca de 1,65 m de altura e 81 kg. Ele seria corpulento e estaria usando roupa azul escura semelhante à de um trabalhador de trânsito.

Agentes foram chamados para atender uma ocorrência às 8h27min, no horário local (9h27min em Brasília), segundo a porta-voz. Também houve relatos de que havia fumaça na estação -a polícia já afirmou, no Twitter, que não há explosivos ativos no local. No momento, investigadores tentam determinar qual a fonte da fumaça e por qual razão os explosivos não foram detonados durante o episódio.

A corporação também afirma que o suspeito teria atirado de dentro de um dos vagões do metrô. Vídeos postados nas redes sociais mostram passageiros em pânico saindo do trem para a plataforma.

Juliana Fonda, engenheira de transmissão da estação de rádio WNYC, disse ao site de notícias local Gothamist ter ouvidos tiros enquanto estava em um vagão próximo ao da ação:

— A reação dos passageiros foi aterrorizante, porque eles estavam tentando entrar no nosso vagão devido a algo que estava acontecendo na parte de trás do trem", disse ela. "Nenhum de nós na frente sabia o que estava acontecendo, mas as pessoas estavam batendo e olhando para trás, correndo, tentando entrar no trem.

Ela acrescentou ter escutado "muitos estalos altos" e que havia fumaça em outro vagão do trem.

À Fox News Konrad Aderer, um passageiro, contou que estava na escada prestes a entrar na estação quando viu um homem com as pernas sangrando explicando o que havia acontecido a um trabalhador.

O incidente ocorreu na estação da Rua 36, no bairro de Sunset Park. Procurado, um porta-voz do prefeito de Nova York, o democrata Eric Adams, que está com Covid, disse que o líder da cidade está sendo atualizado da situação:

— Enquanto reunimos mais informações, pedimos que fiquem longe dessa área, para sua segurança e para que os socorristas possam ajudar os que precisam.

Mais tarde, Adams publicou nas redes sociais um pronunciamento gravado sobre o assunto. "Não vamos permitir que os nova-iorquinos sejam aterrorizados, mesmo que por um único indivíduo", disse o prefeito. "A polícia está procurando o suspeito, e o acharemos, mas também pedimos ao público que comunique quaisquer informações que possa ajudar nas investigações."

Segundo a porta-voz a Casa Branca, Jen Psaki, o presidente Joe Biden também foi informado sobre o incidente. De acordo com ela, uma equipe sênior da Presidência está em contato com o prefeito e com a comissária de polícia de Nova York, Keechant Sewell, "para oferecer qualquer assistência necessária".

O número de tiroteios na metrópole cresceu neste ano, e o aumento nos crimes violentos com armas tem sido o foco de Adams desde que assumiu o cargo, em janeiro. Até 3 de abril, casos com tiros cresceram de 260 para 296 em comparação com o mesmo período de 2021, segundo o Departamento de Polícia.

O aumento ocorre depois de a violência armada atingir mínimos históricos em 2018 e 2019, e a cidade ainda permanece mais segura do que em anos anteriores. Mas à medida que os nova-iorquinos voltam à vida após as paralisações que marcaram a pandemia de coronavírus, muitos acharam a cidade mais perigosa do que quando a crise sanitária varreu Nova York, em março de 2020.

Adams, um ex-policial, procurou tranquilizar os moradores e fez do combate ao crime com armas um ponto central de sua gestão. Ele recentemente implantou sete novas unidades de polícia antiarmas e, no mês passado, o Departamento de Polícia começou a aplicar as chamadas questões de qualidade de vida, lembrando a adoção da cidade, no passado, do policiamento de "janelas quebradas" -a aplicação mais rigorosa de infrações, em um esforço para prevenir crimes mais graves.

O prefeito adotou uma abordagem semelhante no sistema de metrô, no qual as autoridades de trânsito vinham havia meses antes de seu mandato buscando mais ajuda no policiamento de trens e estações.

A polícia de Nova York alertou as pessoas para ficarem longe da área do incidente, conhecida por abrigar Chinatown e Industry City, um amplo distrito de armazéns que se tornou o lar de muitos negócios. A região também oferece uma vista para a Estátua da Liberdade.

A área ao redor da estação foi isolada. Na Quarta avenida, perto da Rua 35, dezenas de veículos da polícia se espalhavam por ao menos quatro quarteirões, e agentes bloquearam o trânsito enquanto moradores se acumulavam em pequenos grupos na calçada. Ao menos dois helicópteros sobrevoaram o local.

As autoridades de transporte também suspenderam o funcionamento de linhas inteiras do metrô ou, em alguns casos, de parte delas. Diversas escolas próximas ao local do tiroteio foram aconselhadas a deixar alunos e funcionários abrigados em seus prédios ou a fechar as portas para evitar a entrada de visitantes.

*Matéria em atualização

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