Em meio à escalada da tensão com os Estados Unidos, o Irã registrou também, nesta quarta-feira (8), um terremoto e uma queda de avião. Os episódios ocorreram logo após um ataque do país a alvos no Iraque.

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O primeiro evento aconteceu durante a madrugada (ainda terça-feira no Brasil), em Ain al-Asad e Irbil, no Iraque, quando foguetes atingiram duas bases aéreas que abrigam tropas americanas. O Irã assumiu a responsabilidade pela ação, como resposta ao ataque dos Estados Unidos que matou, na semana passada, o general Qassem Soleimani e o líder paramilitar Abu Mehdi al-Muhandis.

O líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, afirmou que a ação foi um "tapa na cara" dos americanos. Khamenei disse ainda que a "presença corrupta" dos EUA na região tem que terminar.

Horas depois, já na manhã desta quarta-feira, o Irã tremeu. Mas não se tratavam de ataques ou revanchismo.

Um terremoto de magnitude 4,5 atingiu a região sudoeste do país, onde está localizada a usina nuclear de Bushehr. O epicentro do tremor foi registrado a 10 quilômetros de profundidade. Não houve relato de vítimas ou danos.

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Queda de Avião
Queda de avião matou 176 pessoas em Teerã (Foto: Rouhollah VAHDATI / ISNA)

Também durante a manhã, a capital Teerã registrou um grave acidente aéreo. Um Boeing 737, com 176 pessoas a bordo, caiu após decolar do aeroporto Imam Khomeini. Ninguém sobreviveu. O destino da aeronave era Kiev, capital da Ucrânia, e o Boeing pertencia à empresa Ukraine International Airlines.

De acordo com a imprensa local, a queda ocorreu por problemas técnicos. A embaixada da Ucrânia em Teerã informou que foi uma falha no motor e refutou qualquer ligação com terrorismo ou com o conflito com os EUA.

O real motivo da queda da aeronave deve ser esclarecido com as informações das caixas-pretas, já encontradas pelas equipes de busca.

Contudo, a Organização da Aviação Civil do Irã anunciou que não entregará os equipamentos aos Estados Unidos ou à Boeing, fabricante da aeronave. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, advertiu para o risco de qualquer "especulação" e disse que confiou ao procurador-geral do país a abertura de um processo para investigar o desastre.

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