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Ataques racistas e homofóbicos são publicados em página cultural de Balneário Camboriú após invasão

Prefeitura diz que o caso está com a Polícia Civil para identificar os responsáveis

30/07/2021 - 14h12 - Atualizada em: 30/07/2021 - 15h33

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Talita
Por Talita Catie
Mensagens de ódio e apoio ao presidente foram publicadas
Mensagens de ódio e apoio ao presidente foram publicadas
(Foto: )

A conta do BC em Cena no Instagram — destinada à divulgação de apresentações culturais de Balneário Camboriú — foi invadida na noite de quinta-feira (29). Publicações foram feitas na página com mensagens racistas e homofóbicas contra os artistas e também de apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Um boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Civil.

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Através da assessoria de imprensa, a prefeitura de Balneário Camboriú informou que a conta não é administrada pelo município, mas trata-se de um projeto contemplado este ano pela Lei de Incentivo à Cultura. A explicação dá sentido à outra publicação feita pelos hackers na qual diz que o poder público pagou R$ 25 mil pelo evento.

"A Fundação Cultural foi informada pelos administradores do BC em Cena de que a página foi hackeada na noite desta quinta-feira. Os responsáveis pelo projeto denunciaram o caso na delegacia", disse a prefeitura.

A conta não está mais no ar no Instagram e o site aparece com uma tela preta impedindo de visualizar as páginas.

Conforme consta no boletim de ocorência registrado pela organização do evento, uma conta bancária também foi invadida e pouco mais de R$ 8 mil transferidos para outra pessoa. O promotor do BC em Cena contou ainda no BO que informações pessoais dele e da mãe também acabaram divulgadas..

Sobre o BC em Cena

Trata-se de um festival de teatro programado para ocorrer de 28 a 31 de julho com mais de 20 atrações culturais. Prevê peças adultas, infantis, teatro de rua, performances, oficinas, debates e shows. A transmissão ao público é on-line e tem premiação aos artistas em dinheiro, além de troféus e certificado.

As apresentações não serão interrompidas e podem ser vistas através da página do evento no Facebook. 

Apuração do caso

O delegado Ricardo Casaroli informou que o boletim de ocorrência do caso foi registrado pela internet e, por isso, deve chamar nos próximos dias o organizador do evento para apresentação documentos que comprovem os relatos do BO. Isso é comum, segundo ele, pois o registro on-line não permite anexar documentos probatórios. 

Com o material em mãos a Polícia Civil definirá o rumo das investigações. 

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