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Investigação

Atirador recebeu R$ 38 mil para matar catarinense em Curitiba, diz polícia

Nascida no Alto Vale, Ana Paula foi morta a mando do ex-marido, com quem travava uma briga judicial pelo divórcio e filhos, aponta Polícia Civil

29/06/2021 - 10h29 - Atualizada em: 29/06/2021 - 14h35

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Bianca
Por Bianca Bertoli
Ana Paula foi abordada por um motociclista quando chegava em casa
Ana Paula foi abordada por um motociclista quando chegava em casa
(Foto: )

O homem que matou a tiros Ana Paula Campestrini Oganauskas, de 39 anos, teria recebido R$ 38 mil do ex-marido da vítima para cometer o crime, segundo a Polícia Civil. Nascida em Lontras, no Vale do Itajaí, a mulher morava em Curitiba (PR), onde foi assassinada com 14 tiros quando chegava em casa de carro, no último dia 22.

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A informação é da RPC. A reportagem conseguiu com exclusividade extratos bancários que comprovam o pagamento ao criminoso. O ex-marido teria encomendado o crime por conta de brigas judiciais do casal após o divórcio, revelou a Polícia Civil.

A disputa dura mais de três anos, com ao menos cinco processos em andamento envolvendo a guarda dos filhos de 9, 11 e 17 anos, e também a divisão de bens. Por conta das provas já colhidas, os investigadores tratam o caso como feminicídio.

Os dois suspeitos — ex-companheiro e atirador — estão presos desde quinta-feira (24). As transferências foram feitas em abril deste ano por uma empresa do ex-marido para a conta do clube que ele presidia na capital.

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Ainda conforme informado pela polícia à RPC, o ex-marido disse à tesoureira do clube que tinha sido um erro e pediu que o valor fosse transferido para a conta do matador - que trabalhava no clube.

O crime

A Polícia Civil divulgou na semana passada imagens de câmeras de segurança que mostram um motociclista seguindo o carro de Ana Paula.

Nos dois vídeos é possível ver primeiro o momento em que o carro de Ana Paula sai do clube onde tinha ido. Depois, em outra rua, o veículo passa e em seguida surge a moto atrás.

No dia da execução, Ana Paula foi até o clube onde o ex-marido é presidente para fazer uma carteirinha que permitiria acompanhar o treino dos filhos, que viviam com o pai.

A mulher estava separada havia cerca de quatro anos. Segundo a polícia, ela tinha difícil acesso aos filhos.

Ao deixar o local, foi seguida pela motocicleta vermelha por cerca de 15 minutos, durante todo o trajeto. Quando chegou à entrada do condomínio, o motociclista parou ao lado do carro da vítima e disparou 14 vezes.

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