Foi divulgado, nesta terça-feira (17), o ranking anual da Economist Intelligence Unit, braço de pesquisas da famosa revista britânica The Economist, que avalia quais cidades do mundo oferecem aos moradores as melhores condições de saúde, educação, segurança, acesso à infraestrutura e meio-ambiente preservado. A pesquisa estuda 173 locais de diferentes continentes e elenca as mais “habitáveis”.

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A cidade com melhor colocação foi Copenhague, na Dinamarca. Neste ano, a capital nórdica desbancou Viena, da Áustria, e assumiu o primeiro lugar. A cidade que ocupava a colocação perdeu pontos no quesito segurança após ameaças de terrorismo.

A Austrália tem três cidades no “top 10” do ranking, feito que não foi alcançado por mais nenhum país. Em seguida, vem a Suíça, com duas cidades nas 10 primeiras.

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Segurança em cidades da Europa deram 1º lugar à Copenhague

Copenhague manteve a mesma pontuação do ano anterior, mas conquistou o primeiro lugar devido às preocupações com segurança que derrubaram outras cidades da Europa Ocidental.

Já a capital da Áustria, Viena, perdeu a posição no ranking global de habitabilidade por conta de ameaças terroristas recentes, segundo o índice da Economist Intelligence Unit.

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Uma ameaça de bomba antes dos shows da cantora Taylor Swift em 2024 e a descoberta de um plano de ataque a uma estação de trem da cidade no início deste ano causaram uma queda acentuada na pontuação de estabilidade/segurança da cidade, conforme o relatório.

Ranking é criticado por falta de subjetividade

Como considera apenas dados estatísticos que muitas vezes não refletem questões mais subjetivas, o ranking da Economist é alvo frequente de críticas. Na Dinamarca, que tem a cidade no topo da lista, por exemplo, o governo aprovou uma lei que designa bairros com mais de 50% de residentes não ocidentais como “guetos”, que podem ser alvo de demolição. Recentemente, ela foi considerada discriminatória por um assessor do principal tribunal da União Europeia (UE).

Mesmo diante dessa falta de subjetividade, os rankings podem ser eficazes quando o assunto é apontar tendências. A pontuação média de estabilidade da Europa Ocidental caiu em relação ao ano passado uma vez que a região enfrentou um aumento nas ameaças terroristas, distúrbios, crimes e ataques antissemitas.

A região, por exemplo, foi responsável por seis das 10 maiores quedas no ranking, incluindo as cidades britânicas de Londres, Manchester e Edimburgo, devido aos protestos violentos da extrema-direita em 2024.

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Quais foram as maiores quedas e saltos?

O Canadá também teve as maiores quedas, com as cidades de Calgary e Toronto, devido à pressão sobre o sistema nacional de saúde do país. Vancouver, agora, é a única cidade canadense que permanece entre as dez primeiras.

O maior salto no ranking foi dado por Al Khobar, na Arábia Saudita. A cidade subiu para a 135ª posição, impulsionada pelos investimentos do reino na ampliação do acesso à saúde e à educação.

Damasco, na Síria, continua em último lugar. A pontuação de habitabilidade permaneceu inalterada devido à instabilidade contínua e à precariedade dos serviços de saúde, apesar de uma mudança de regime em 2024.

*Sob supervisão de Luana Amorim

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