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    SETEMBRO VERMELHO

    Avanços tecnológicos garantem longevidade e bem-estar para pacientes cardíacos 

    Inovações da medicina e desenvolvimento de tecnologia de ponta são cruciais para trazer qualidade de vida e longevidade para quem sofre de doenças do coração 

    28/09/2020 - 11h08 - Atualizada em: 28/09/2020 - 11h09

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    Por Estúdio NSC
    Avanços tecnológicos garantem longevidade e bem-estar para pacientes cardíacos
    (Foto: )

    Avanços tecnológicos e científicos são aliados essenciais da medicina. A cada nova descoberta, médicos e outros profissionais da saúde conseguem garantir mais qualidade de vida e longevidade para os seus pacientes.

    Na cardiologia isso não é diferente. Exames se tornam cada vez mais precisos, auxiliados por inteligência artificial e equipamentos de última geração. Medicamentos se tornam mais eficazes ou então são substituídos por técnicas com menos efeitos colaterais e melhor custo-benefício para a saúde. Cirurgias de peito aberto, que sempre trazem um considerável risco de morte ou complicações, são substituídas hoje, em parte dos casos, por procedimentos muito menos invasivos.

    — O desenvolvimento tecnológico e do conhecimento é um contínuo. Para nós, médicos, a tecnologia tem o objetivo de reduzir o impacto das doenças cardiovasculares, fazer com que elas não aconteçam, minimizar sua agressão e aumentar a expectativa de vida do indivíduo — afirma o Dr. Siegmar Starke, um dos fundadores da Cardioprime, Centro de Cardiologia que serve como exemplo dessa constante busca por inovação tecnológica na medicina.

    Nascida como uma Unidade de Cardiologia do Hospital de Santa Catarina, onde segue localizada, a Cardioprime foi pioneira em diversos momentos dos seus 28 anos de história. Até então, pacientes cardíacos da região muitas vezes precisavam se deslocar até Curitiba para tratar de casos mais complexos.

    — O primeiro ecocardiograma com tecnologia bidimensional do Estado foi instalado aqui. A pririmeira UTI movél do estado também foi uma aquisição da Cardioprime. Já em 1994, a Cardioprime (que ainda se chamava Unicardio) inaugurou o primeiro Serviço de Eletrofisiologia Invasiva do Estado, Para se ter uma ideia, Florianópolis, o segundo município a ter um serviço desses em Santa Catarina, só fez isso nove anos depois — outro avanço notável para a medicina catarinense, relembra Starke.

    Diante de todas essas conquistas, o cardiologista não deixa de salientar que, independentemente da tecnologia, os principais pontos de atuação de um médico continuam sendo os mesmo: a prevenção de doenças, o diagnóstico precoce e o tratamento correto das patologias.

    Menos invasivo

    — Cirurgias de peito aberto ainda são eventualmente imprescindíveis e importantes, mas, nos últimos anos, inovações tecnológicas importantes na área da cardiologia intervencionista permitiram implantar válvulas cardíacas, por exemplo, por meio de cateter. Já fizemos vários desses procedimentos com sucesso aqui na Cardioprime — complementa o Dr. Julio César Schulz, diretor técnico e executivo e cardiologista intervencionista da clínica blumenauense.

    A ponte de safena, como é mais conhecida a cirurgia cardíaca de revascularização do miocárdio, também é um procedimento menos indicado nos dias de hoje.

    >> Leia também: Conheça as doenças do coração mais comuns entre os brasileiros

    — Com a evolução das técnicas e dos dispositivos, conseguimos implantar stents através de uma punção de artéria, trabalhando em uma coronária com poucos milímetros de diâmetro sem ter de abrir o peito do paciente — explica o Dr. Starke.

    Outra inovação recente apontada pelos cardiologistas, e que vem começando a ser oferecida na própria Cardioprime, é a ablação de fibrilação atrial.

    — Com isso, conseguimos controlar a arritmia de maneira mais eficaz" — resume o Dr. Starke. Para ele, cada vez mais vamos ver o uso de dispositivos digitais, como os próprios telefones celulares, sendo usados para monitorar o coração através de eletrodos e até chips.

    — O futuro, não tão distante, será da inteligência artificial — afirma Starke. Mas nada que substitua o papel do médico, do ser humano.

    — A inteligência artificial precisa ser usada pelo médico como um complemento — aponta o experiente cardiologista.

    Medicina em casa

    A telemedicina, que acabou ficando em voga a partir da chegada do novo coronavírus, faz parte dos planos da Cardioprime desde 2013. A tecnologia permite que paciente e médico conversem sem necessidade de deslocamento e contato direto.

    Para o dr. Starke, trata-se de um avanço que não deve ser ignorado, mas que ao mesmo tempo nunca vai substituir uma visita ao consultório médico.

    — Claro que em algumas situações, como o momento em que estamos vivendo, ela é muito útil. Mas para examinar um paciente da melhor maneira, é preciso o contato entre médico e paciente de forma direta — defende.

    A Cardioprime

    Com 28 anos de atuação, a Cardioprime está localizada dentro do Hospital Santa Catarina, em Blumenau. O Centro de Cardiologia fundado pelo dr. Starke e pelo cardiologista Antônio Carlos Paes Loureiro em 1992 é uma referência não apenas no Estado, mas em toda a Região Sul do país. Possui a Unidade de Dor Torácica, um pronto-socorro especializado em doenças do coração. Conta com dois espaços ambulatoriais e programas de check-up específicos para cada situação.

    — Usamos tecnologia de vanguarda, as máquinas mais modernas no mundo, como os nossos ecocardiogramas em 3D, eles possuem softwares com inteligência artificial. Com isso, podemos oferecer exames mais acurados, e uma melhor avaliação da morfologia e função do coração — explica o dr. Schulz.

    ​Médico responsável: Dr Julio Cesar Schulz​

    Cardiologista - CRM/SC 18596 | RQE 10463 e 16900

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