A brasileira Luana Lopes Lara foi consagrada, pela Forbes, como uma das jovens mais ricas do mundo. Aos 29 anos, a bilionária que construiu a própria fortuna desbancou a cofundadora da Scale AI, Lycy Guo (31), que havia assumido o posto de Taylor Swift (36) em abril de 2025. A jovem pode ter alcançado os holofotes internacionais, mas não esqueceu a sua ligação com o Brasil, principalmente com Joinville, a maior cidade de Santa Catarina.

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Em dezembro de 2025, Luana contou ao jornalista Nilson Klava, do Fantástico, sobre a sua história de vida no Estado catarinense. Apesar de ter vivido em Joinville, ela na verdade é natural de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

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Ainda muito nova, se mudou com a família para Niterói, no Rio de Janeiro. E, aos 14 anos, veio a Joinville para estudar dança na única Escola do Teatro Bolshoi fora da Rússia.

— O que eu me lembro de pessoa eu já estava dançando. Meus pais me apoiaram muito desde que eu era muito pequenininha — contou ao Fantástico.

Luana ainda relembrou que sempre sonhou muito alto e, desde pequena, tinha sonhos grandes sobre a sua vida.

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— Desde pequena queria fazer alguma coisa histórica, um negócio grande que pudesse impactar muita gente. O balé foi uma coisa que sempre fui apaixonada, mas não era o meu plano final — disse.

Estudos internacionais

De Joinville, onde viveu por três anos, Luana seguiu para a Áustria para continuar na dança a apresentar “O Lago dos Cisnes”. Direto do país europeu, a jovem aplicou para estudar em universidades dos Estados Unidos e acabou aprovada em algumas, como Havard, Stanford e Yale.

No entanto, Luana escolheu o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, conhecido pela sigla MIT, um dos maiores centros de estudos de ciências, matemática e inovação. Durante o período como aluna no MIT, localizado em Boston, a jovem conheceu aquele que seria seu futuro sócio, o libanês-americano Tarek Mansour.

Em uma conversa espontânea, enquanto saiam de um estádio na região, eles falaram sobre o que pretendiam construir no mercado financeiro.

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— E o que a gente realmente queria criar era um mercado em que as pessoas pudessem comprar e vender ações do que vai acontecer no futuro. De quem vai ganhar uma eleição, até o que vai acontecer com a taxa de juros ou quem vai ser o artista do ano — contou.

Mercado de previsões

Assim nasceu a Kalshi, uma empresa americana do mercado de previsões em 2018. Conforme o Fantástico, a plataforma funciona com perguntas objetivas, que sempre têm duas respostas possíveis. Luana explica que, na plataforma, as pessoas podem apostar em questões como “vai nevar esta semana?” ou “quem vai ganhar a próxima eleição?”.

Uma das principais perguntas no final do último ano, por exemplo, era “quem será o artista do ano de 2026?”. Na época, Taylor Swift e Bad Bunny dividiam as apostas — a artista com 21% de chance e o cantor com 77%.

— Isso significa que se eu colocar R$ 0,21 na Taylor Swift, se ela ganhar eu recebo R$ 0,79. Agora, se eu colocar o dinheiro no Bad Bunny, se eu ganhar recebo R$ 0,23 — explicou.

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As apostas adquiridas podem ser vendidas por um valor maior caso os números mudem ao longo dos dias. Segundo Luana, a compra e venda desses contratos pode acontecer antes do resultado final.

A startup criada pela brasileira e pelo sócio vale atualmente 11 bilhões de dólares, ou seja, R$ 58,63 bilhões. A jovem ocupa o cargo de COO da Kalshi e possui 12% de ações da empresa.

Já seu patrimônio pessoal, que a deixou em uma posição de destaque na Forbes Under 30, é de 1,3 bilhão de dólares, aproximadamente R$ 6,76 bilhões. Com o valor, Luana alcançou o título de bilionária self-made (bilionária que construiu a própria fortuna) mais jovem do mundo.

Confira a entrevista de Luana ao Fantástico