Com apenas 20 anos, Amelie Voigt Trejes, herdeira da multinacional WEG, se tornou a nova bilionária mais jovem do mundo, conforme a nova lista da Forbes, publicada nesta terça-feira (10). O patrimônio total da jovem alcança R$ 5,7 bilhões, sendo que ela possui 2% da empresa com sede em Jaraguá do Sul, no Norte catarinense.

Continua depois da publicidade

Conforme a Forbes, a fortuna de Amelie vem da herança de seu avô Werner Ricardo Voigt, falecido em 2016, que foi cofundador da fabricante brasileira de máquinas industriais WEG, criada em 1961, junto com Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus.

Aos 20 anos, a herdeira é mais jovem que os irmãos, os gêmeos Pedro e Felipe Voigt Trejes, que também aparecem no ranking, e sete semanas mais nova que o herdeiro farmacêutico alemão Johannes von Baumbach, agora o segundo mais jovem da lista.

O patrimônio total da jovem é de 1,1 bilhão de dólares, equivalente a R$ 5,72 bilhões, correspondente a parte que detém da multinacional.

Família bilionária

Além de Amelie, outros familiares ligados à fortuna da WEG também aparecem no ranking. Confira abaixo:

Continua depois da publicidade

  • Dora Voigt de Assis, 28 anos: patrimônio de 1,4 bilhão de dólares
  • Felipe Voigt Trejes (irmão de Amelie), 23 anos: patrimônio de 1,1 bilhão de dólares
  • Pedro Voigt Trejes (irmão de Amelie), 23 anos: patrimônio de 1,1 bilhão de dólares
  • Lívia Voigt de Assis, 21 anos: patrimônio de 1,4 bilhão de dólares

A multinacional de Jaraguá do Sul é conhecida como “fábrica de bilionários” por manter um perfil acionário familiar que beneficia herdeiros diretos dos três fundadores que já morreram. 

A fundação da empresa

A empresa de fabricação de motores elétricos foi fundada em 16 de setembro de 1961 pelo trio Werner Ricardo Voigt, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus. As habilidades do eletricista, administrador e do mecânico foram unificadas e resultaram na fundação da Eletromotores Jaraguá. Algum tempo depois, a empresa mudou de nome e passou a ser chamada de WEG, sigla que junta as iniciais dos fundadores.

Até a década de 80, a empresa produzia somente motores elétricos, mas 20 anos após sua fundação começou a investir na produção de outros produtos como componentes eletroeletrônicos, para automação industrial, transformadores de força e distribuição, tintas líquidas e em pó e vernizes eletroisolantes. 

Continua depois da publicidade

Foi em 1970 que a WEG iniciou as exportações, entregando produtos para a Guatemala, Uruguai, Paraguai, Equador e Bolívia. Na mesma década, registrou outros fatos marcantes: entrou para a bolsa de valores, abriu escritório na Alemanha e inaugurou um segundo parque fabril. 

Na década seguinte, começaram outras expansões como a WEG Química e WEG automação, por exemplo. E em 1990, vieram outras filiais tanto na região, como Guaramirim, e em outros países tal qual Estados Unidos, Inglaterra, França, Espanha e Suécia. 

Em 2025, entre janeiro e dezembro, a receita operacional líquida da empresa atingiu novo recorde, superando pela primeira vez a barreira dos R$ 40 bilhões (R$ 40,8 bilhões), alta de 7,4% na comparação com 2024. Já o lucro líquido avançou 5,5%, para R$ 6,37 bilhões.