A WEG fechou o quarto trimestre de 2025 com receita operacional líquida de R$ 10,24 bilhões e lucro líquido de R$ 1,58 bilhão, queda, respectivamente, de 0,2% e de 3,8% em relação ao trimestre anterior e de 5,3% e 6,3% na comparação com o período entre outubro e dezembro de 2024. Os dados do balanço financeiro foram divulgados na manhã desta quarta-feira (25).
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Apesar do ritmo um pouco mais lento na reta final do ano, a multinacional catarinense registrou resultados positivos no acumulado de 2025. Entre janeiro e dezembro, a receita operacional líquida atingiu novo recorde, superando pela primeira vez a barreira dos R$ 40 bilhões (R$ 40,8 bilhões), alta de 7,4% na comparação com 2024. Já o lucro líquido avançou 5,5%, para R$ 6,37 bilhões.
No balanço, a WEG destacou que o ano de 2025 foi marcado por um cenário político e econômico de volatilidade, com conflitos geopolíticos e, principalmente, alterações em legislações tarifárias que geraram incertezas sobre o crescimento da economia global – a companhia não cita diretamente as tarifas impostas a vários países pelo presidente americano Donald Trump.
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“Nossa estratégia de diversificação de produtos e soluções foi fundamental para aproveitarmos as oportunidades presentes no mercado, especialmente na área de geração, transmissão e distribuição de energia, com destaque para os projetos de transmissão e distribuição e de geração solar centralizada”, escreveu a companhia.
As vendas no mercado externo atingiram R$ 24,3 bilhões, um crescimento de 12,3%, e compensaram um resultado mais tímido do mercado interno, cuja receita ficou em R$ 16,5 bilhões, com incremento de 1%.
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Ainda em 2025, a WEG foi reconhecida como líder global de motores elétricos industriais de baixa tensão, um marco para a companhia catarinense. Os investimentos em expansão e modernização de capacidade produtiva somaram R$ 2,7 bilhões ao longo do ano, com 55% deste montante destinado aos ativos no Brasil e 45% direcionados a parques industriais e subsidiárias no exterior.
No ano passado, a companhia também fez cinco aquisições – V2COM, ativos da Heresite Protective Coatings, parcela remanescente da PPI Multitask, controle da Tupinambá Energia e Sanelec – e desembolsou R$ 1,4 bilhão em pesquisa, desenvolvimento e inovação, montante equivalente a 3,4% da receita operacional líquida.
Para 2026, a empresa diz observar que instabilidades relativas às alterações nas legislações tarifárias internacionais e impactos dos movimentos geopolíticos podem trazer oscilações na demanda, aumento de custos de matérias primas importantes, como a já observada aceleração do cobre ao final de 2025, e flutuações nas taxas de câmbio, que devem trazer desafios ao longo do ano.
“Ainda assim, acreditamos que é possível continuar nossa missão de crescimento contínuo e sustentável em 2026, mesmo em um cenário desafiador para o crescimento da economia global, com comportamentos distintos entre as principais regiões em que atuamos”, anota a companhia.
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