Aquele desconforto persistente após as refeições, muitas vezes confundido com uma simples indisposição passageira, pode ser, na verdade, um sinal de alerta do organismo. A intolerância alimentar é caracterizada pela dificuldade do corpo em processar substâncias específicas, como a lactose, o glúten ou a histamina.

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Diferente da alergia alimentar, que envolve uma resposta imediata do sistema imunológico e pode ser fatal, a intolerância é um distúrbio metabólico. Segundo a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, a intolerância ocorre quando o organismo apresenta deficiência ou ausência de enzimas capazes de quebrar moléculas complexas em partículas menores, impedindo a absorção correta dos nutrientes.

Como identificar os sinais

O grande desafio do diagnóstico está no tempo de resposta, uma vez que os sintomas podem surgir poucos minutos após a ingestão ou demorar várias horas para se manifestar. A intensidade varia de acordo com a quantidade de alimento consumida. Os sinais mais frequentes incluem:

  • Digestivos: Inchaço abdominal, gases, cólicas, diarreia, náuseas e refluxo gástrico.
  • Sistêmicos: Dor de cabeça (enxaqueca), fadiga e dores estomacais.

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Os tipos mais comuns

Atualmente, três intolerâncias dominam os diagnósticos nos consultórios de gastroenterologia:

  1. Lactose: A incapacidade de digerir o açúcar do leite. O uso de enzimas sintéticas (lactase) sob orientação médica tem sido o recurso principal para permitir o consumo moderado de laticínios.
  2. Glúten: Muitas vezes confundida com a Doença Celíaca, a sensibilidade ao glúten (proteína do trigo, cevada e centeio) exige uma dieta equilibrada para evitar carências de fibras e vitaminas do complexo B.
  3. Histamina: menos conhecida, está presente em alimentos como vinho tinto, queijos curados, embutidos (carne de porco), amendoim e até frutas como abacate e banana. É um distúrbio metabólico descrito mais recentemente pela ciência.

Diagnóstico e riscos da autorestrição

Embora a intolerância alimentar não tenha cura definitiva, o controle é clínico e dietético. Especialistas do Einstein alertam, porém, para o perigo de retirar grupos alimentares inteiros da dieta por conta própria. O diagnóstico preciso geralmente envolve testes de exclusão, exames de hálito ou sangue, dependendo da substância suspeita.

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“A intolerância não tem cura. Por isso, é importante ter orientação e acompanhamento de profissionais de saúde, como gastroenterologistas e nutricionistas, uma vez que a restrição a certos tipos de alimentos pode levar à deficiência nutricional”, reforça o Eistein.

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