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    Justiça Eleitoral

    Barroso associa pane do TSE à falta de testes e levanta suspeita sobre milícias digitais

    Ministro afirmou nesta segunda-feira em coletiva de imprensa que a demora na entrega de equipamentos, em razão da pandemia, impediu a realização de testes prévios no sistema

    16/11/2020 - 19h22 - Atualizada em: 16/11/2020 - 19h34

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    Por Folhapress
    Luís Roberto Barroso
    Luís Roberto Barroso, presidente do TSE
    (Foto: )

    O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, mudou, nesta segunda-feira (16), a versão oficial a respeito das causas que levaram ao atraso na divulgação dos resultados das eleições municipais. O ministro afirmou que a demora na entrega de equipamentos por parte da empresa Oracle, em razão da pandemia, impediu a realização de testes prévios no sistema. 

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    Os equipamentos, segundo ele, deveriam ser entregues em março, mas chegaram somente em agosto. 

    — Essa demora impediu que nele se realizassem os testes prévios com reprodução do exato ambiente das eleições. Aí origem do problema, e a pandemia ademais trouxe dificuldade de interação humana o que acarretou complexidade a todo o processo — disse.

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    Ainda segundo Barroso, trata-se de um equipamento novo, "que não pode ser entregue na data desejada em razão da pandemia, portanto sem culpa de ninguém, e entregue em agosto não foi possível entregar equipamento que funcionaria nas eleições para todos os testes de desempenhos e eventualidade e intercorrência". 

    Na noite de domingo (15), dia das eleições municipais, o Barroso havia afirmado que uma falha em um dos núcleos do super computador que processa a totalização dos votos havia resultado no atraso da divulgação dos resultados

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    — Houve um atraso na totalização dos resultados por força de um problema técnico que foi o seguinte: um dos núcleos de processadores do super computador que processa a totalização falhou e foi preciso repará-lo — disse o ministro na ocasião. 

    Na coletiva desta segunda, Barroso acrescentou que o sistema do tribunal sofreu uma tentativa de invasão de hackers e que em seguida milícias digitais entraram em ação para desacreditar o sistema. O ministro disse que há suspeita de envolvimento de grupos extremistas, muitos deles já investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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    Ele não afirmou se os grupos de milícia digitais estão ligados ou são os militantes bolsonaristas investigados no âmbito do inquérito dos protestos antidemocráticos. 

    — Milícias digitais entraram imediatamente em ação tentando desacreditar o sistema. Há suspeita de articulação de grupos extremistas que se empenham em desacreditar as instituições, clamam pela volta da ditadura e muitos deles são investigados pelo STF — afirmou em entrevista coletiva. 

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    — Na data de hoje conversei pela manhã com diretor geral da PF (Polícia Federal) e pedi a ele a instauração da investigação que se justifica nesse caso, investigação seria e ampla, e agora formalizei em ofício o pedido do diretor da PF — completou. 

    O ministro voltou a afirmar que o ataque contra o sistema do TSE partiu de Estados Unidos, Brasil e Nova Zelândia, com uma intensidade de 436 mil conexões por segundo.

    *Por Matheus Teixeira e Renato Machado.

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