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    Bebê de três meses é primeiro caso de coronavírus em SC abaixo dos 10 anos confirmado

    Menino foi testado positivo para Covid-19 em Brusque 

    09/04/2020 - 16h23 - Atualizada em: 09/04/2020 - 16h49

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    Lariane
    Por Lariane Cagnini
    vírus
    Criança tem imunidade em desenvolvimento até os três anos de idade
    (Foto: )

    Com 501 casos confirmados de coronavírus em Santa Catarina pelo Governo do Estado, somente um é na faixa etária de 0 a 10 anos. Um bebê de três meses, morador de Brusque, é o único caso até o momento. Ele foi infectado pela mãe, que também testou positivo para Covid-19. Os dois foram medicados e seguem em isolamento domiciliar, sem necessidade de internação.

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    Assim como no Estado, a incidência de bebês e crianças com coronavírus no restante do país e em outros locais atingidos pela pandemia é pequeno. É o que explica a pediatra infectologista Fernanda Almeida Lucca, de Criciúma. Segundo ela, algumas hipóteses foram levantadas no meio médico, mas ainda é cedo para afirmar por qual motivo os pequenos são menos atingidos pela doença.

    — Pelos estudos que a gente acompanha, crianças com o vírus apresentam uma manifestação bem mais leve. No maior estudo feito até aqui, com quase duas mil crianças na China, foi visto que 90% tinha sintoma leve. Dos outros 10% que ficaram piores, somente 0,4% necessitou de UTI — exemplifica.

    Em relação à China, a primeira hipótese é que o vírus surgiu em época de férias escolares, no final de dezembro, e que por isso as crianças não foram afetadas de maneira significativa. Outra possibilidade defendida por especialistas é que crianças tenham menos receptores de uma enzima utilizada pelo vírus para entrar nas células. Sendo assim, os sintomas seriam mais leves e nas vias aéreas como boca e nariz, ao invés de atingir o pulmão.

    Mesmo que a doença se manifeste de forma mais leve na criança, o risco está nela se tornar um vetor do vírus. Na interação social, como na escola, ela pode ser infectada e depois levar a doença para casa, passar para os adultos, às vezes com comorbidades, e ainda para avós, que são grupo de risco.

    — O cuidado com a criança é nesse sentido. Essa é a principal questão do fechamento das escolas, mas para ser honesta, não se sabe se ao retornar à rotina elas não poderão ficar doentes. Na prática, conhecemos o "inimigo" há cerca de quatro meses, ainda há muito o que saber sobre esse vírus — explica.

    Os cuidados com as crianças, além da higiene e do isolamento social, são os mesmos para a manutenção de um organismo saudável. Alimentação balanceada, cuidado com a hidratação e atividades para se movimentar mesmo dentro de casa.

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