A Maracutala, uma marca que surgiu despretensiosamente em um bar de Itajaí e se tornou um negócio milionário, surpreendeu os consumidores ao anunciar um novo sabor de licor, com inspiração diretamente nos verões europeus: Limoncello. A novidade foi apresentada durante a ExpoSuper 2026, que teve início nessa terça-feira (16) e reúne grandes nomes do negócio catarinense em Balneário Camboriú.
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Para a diretora comercial e de marketing da Maracutala, Flávia Fantin, o sabor foi pensado para ser surpreendente e já está caindo nas graças do público.
— Queríamos trazer algo que surpreendesse o público. O Limoncello chega justamente com essa proposta: oferecer uma experiência diferente, leve, refrescante e cheia de personalidade. Estamos muito animados com a receptividade que o novo sabor vem tendo já nos primeiros contatos durante a feira — destaca.
Com estande próprio durante os três dias de evento, a empresa aproveita a presença de supermercadistas, distribuidores e compradores de diferentes regiões do país para apresentar a novidade ao mercado. Além do novo sabor, a marca também expõe sua linha completa de bebidas prontas e os rótulos especiais desenvolvidos para a Copa do Mundo.
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— Estamos presentes em feiras e eventos por todo o Brasil, mas a ExpoSuper tem um valor diferente para nós. É uma feira que acontece na região onde a Maracutala nasceu, onde construímos nossa história e consolidamos nossa marca. Poder lançar um novo sabor justamente aqui é uma forma de prestigiar nossas raízes e compartilhar esse momento com parceiros que acompanham nossa trajetória desde o início — conclui Flávia.
Inspirado na tradicional bebida italiana, o novo sabor traz notas cítricas e refrescantes e chega para ampliar o portfólio da empresa. A aposta acompanha uma tendência de mercado voltada a bebidas prontas com sabores diferenciados e propostas voltadas ao consumo em momentos de lazer.
Maracutala surgiu de receita de bar
Um dos botecos mais famosos da cidade guarda relação com outro negócio, que surgiu de maneira inusitada. Nicolau Franzoi Neto, o Tala, era cliente de um bar que estava quebrado. Decidiu, então, assumir o ponto e complementar o cardápio com uma receita artesanal e despretensiosa de batida de maracujá. O ano era 1993. Ele não imaginava, mas estava plantando a semente para uma nova empresa que hoje fatura R$ 18 milhões.
A freguesia aprovou a bebida, que começou a virar sinônimo de “esquenta”. O boca a boca funcionou, os pedidos aumentaram, os clientes queriam levar para a casa – e então os filhos de Tala notaram que estavam diante de uma oportunidade. Um deles, Andro Franzoi, também é dono de churrascaria e passou a servir a batida no estabelecimento.
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A Maracutala – propícia junção entre maracujá e Tala – nasceu em 2014. No início, Andro começou a garimpar pequenos comércios, bares e conveniências de Itajaí, mais tarde expandindo também para cidades vizinhas, como Navegantes, Penha e Piçarras. Para facilitar a entrada no mercado, a receita teve o teor alcóolico diminuído para 13% – a “original”, feita pelo Tala no fogão do bar, tinha entre 25% e 30% – e o prazo de validade também precisou ser ampliado.
— Quando vimos, já estávamos vendendo 5 mil garrafas por mês. Foi o consumidor que fez nossa marca evoluir — avalia Andro.
O negócio começou a ganhar ainda mais corpo no pós-pandemia e uma consultoria foi contratada para estruturar o crescimento. O portfólio ganhou novos sabores – morango, côco, chocolate, chocolate branco, doce de leite e paçoca – e evoluiu para uma linha de licores. Hoje já são mais de 500 mil garrafas produzidas e distribuídas em 3 mil clientes, entre eles grandes redes varejistas da região Sul do país.
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A fábrica de mil metros quadrados, instalada em um galpão alugado, emprega em torno de 20 pessoas, mas já está ficando pequena. Dentro de três anos, estima Andro, a Maracutala quer ter um prédio próprio para suportar o aumento da demanda. A empresa está começando a entrar em novos mercados em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás e prepara a diversificação do portfólio, com novos sabores de licor – um limoncello deve ser lançado em breve –, vinho branco gaseificado e chá gelado.
— A geração Z bebe menos, pede baixo teor de açúcar e menos teor alcoólico. Já está em testes essa linha de chá — diz Andro.
Com 25 vendedores representantes – número que logo deve ser ampliado –, a empresa projeta superar R$ 20 milhões em faturamento em 2026. A Maracutala escalonou o produto, mas ele ainda tem uma “pegada artesanal”, garante o fundador.















