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    Blumenau pede à Justiça mais tempo para apresentar proposta aos trabalhadores da URB

    Prazo determinado pelo juiz encerrou nesta segunda-feira. Administração municipal protocolou pedido de ampliação de 30 dias para se manifestar

    08/04/2019 - 22h27 - Atualizada em: 09/04/2019 - 12h30

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    Redação
    Por Redação Santa
    urb-blumenau-8-4-2019
    (Foto: )

    Enquanto gere administrativamente o processo de fechamento da Companhia Urbanizadora de Blumenau (URB), a administração municipal lida com a situação na esfera judicial. Na última semana, o desembargador Garibaldi Tadeu Pereira Ferreira, da Justiça do Trabalho, manteve a situação em aberto.

    Ferreira indeferiu uma liminar apresentada pela URB, que pedia a cassação da decisão da 3ª Vara do Trabalho de Blumenau, que determina a reintegração dos trabalhadores da urbanizadora. Na decisão, o desembargador cita que aguardo o resultado das negociações entre a administração municipal e o sindicato que representa a categoria. Ferreira usa como base uma audiência de conciliação ocorrida no último dia 2.

    O desembargador cita que o município tinha até esta segunda-feira para apresentar uma proposta.

    Via assessoria de comunicação, a administração municipal informou que a pauta apresentada pelo sindicato é ampla, por isso, protocolo nesta segunda-feira um pedido de ampliação do prazo, em mais de 30 dias, para dar as devidas respostas. Nesse intervalo, de acordo com a assessoria, seria possível avaliar os pedidos do sindicato e, a partir de então, junto com informações apuradas pela auditoria que foi contratada pelo município, apresentar uma proposta aos representantes dos trabalhadores.

    O município aguarda pela manifestação da Justiça. A reportagem procurou a assessoria do desembargador, mas não conseguiu contato.

    Relembre o caso

    No dia 8 de março a prefeitura de Blumenau anunciou a extinção da URB, em coletiva de imprensa no Salão Nobre. A principal alegação do município é de que a companhia não era mais sustentável financeiramente e que só nesse ano acumularia uma dívida de R$ 12 milhões.

    Esse fator, somado aos recentes aportes que o Executivo teve de fazer para garantir o pagamento dos funcionários foi o empurrão para a decisão de desativar a diretoria.

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