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Fundo de Garantia

Bolsonaro critica multa de 40% do FGTS em demissão 

Presidente foi perguntado se a equipe econômica pretende acabar com a taxa, mas ele não foi claro em sua resposta sobre o tema 

19/07/2019 - 17h54 - Atualizada em: 19/07/2019 - 20h39

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Por Folhapress
Jair Bolsonaro
Presidente Bolsonaro foi perguntado se a equipe econômica pretende acabar com a multa, mas ele não foi claro em sua resposta sobre o tema
(Foto: )

*Por Gustavo Uribe

O presidente Jair Bolsonaro criticou nesta sexta-feira (19) a multa de 40% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) paga a trabalhadores demitidos sem justa causa. Na saída de culto na Igreja Sara Nossa Terra, em Brasília, disse que o percentual foi criado no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para desestimular demissões, mas acabou afetando contratações.

— Ele aumentou a multa para evitar demissão. O que aconteceu depois disso? O pessoal não emprega por causa da multa. É quase impossível ser patrão no Brasil. Um dia o país vai ter de decidir se quer menos direitos e mais empregos ou todos os direitos e desemprego — ressaltou.

O presidente foi perguntado se a equipe econômica pretende acabar com a multa, mas ele não foi claro em sua resposta sobre o tema.

— Está sendo estudado, desconheço qualquer trabalho nesse sentido — disse.

A equipe econômica estuda incluir no pacote que flexibiliza os saques do FGTS um item que impediria o trabalhador de sacar os recursos da conta em caso de demissão.

De acordo com a proposta em avaliação, o trabalhador faria uma escolha. Caso comece a sacar recursos anualmente, não teria mais direito a sacar o volume depositado pela empresa caso seja mandado embora sem justa causa (como é possível hoje).

Mas, se desejar deixar de sacar os recursos, pode recebê-los integralmente, caso seja demitido. Na entrevista à imprensa, o presidente reconheceu que recebeu empresários da área da construção civil na quinta-feira (18), como revelou o jornal Folha de S.Paulo, o que levou o governo a reavaliar mudanças no FGTS.

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Os dois executivos participaram de agenda com o o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e manifestaram preocupação com a possibilidade da medida afetar o programa Minha Casa, Minha Vida.

— O Alcolumbre foi me visitar e levou dois empresários da construção civil que mexem com Minha Casa, Minha Vida. Lógico que eles têm a preocupação deles. E eu também tenho, não queremos que o projeto pare. Nós queremos atender as pessoas e eu ouço todo mundo — disse.

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Em mais um aceno ao eleitor evangélico, o presidente participou de culto da Igreja Sara Nossa Terra, na capital federal, e disse que, apesar do estado ser laico, ele é cristão. Nos cerca de dez minutos em que participou da celebração, na qual acompanhou canções de louvor, afirmou que, com o apoio das denominações evangélicas, fará uma gestão diferente daquelas de seus antecessores.

— O Estado pode ser laico, mas nós somos cristãos. Em nosso governo, a família terá a atenção e o respeito que merecem. Devo minha vida a Deus, este mandato está a serviço dele — disse.

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A uma plateia de cerca 15 mil fiéis, o líder da Sara Nossa Terra, Robson Rodovalho, disse que Deus escolheu Bolsonaro para uma missão e que ele é "fruto de milagres".

— Pela primeira vez, um presidente está prestigiando o povo evangélico — disse. — Por muito tempo, nos sentimos discriminados neste país — acrescentou.

Na companhia do ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Bolsonaro foi presenteado com uma bíblia científica, uma versão do livro sagrado que contempla aspectos científicos.

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