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Bolsonaro diz que liberação do FGTS será oficializada nos próximos dias

Presidente também comentou que o governo pretende mexer na alíquota do Imposto de Renda

17/07/2019 - 21h29 - Atualizada em: 18/07/2019 - 09h21

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Por Folhapress
Ministro Ernesto Araújo (Itamaraty) e presidente Jair Bolsonaro
Ao lado de Ernesto Araújo (Itamaraty), Bolsonaro participou da Cúpula do Mercosul na Argentina
(Foto: )

*Por Sylvia Colombo

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira (17), ao final da Cúpula do Mercosul, em Santa Fé, na Argentina, que o governo pretende fazer mudanças no Imposto de Renda (IR). Ainda confirmou que o anúncio da liberação das contas ativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) ocorrerá nos próximos dias.

— O que nós queremos fazer, conforme a explanação do Marcos Cintra no dia de ontem, na reunião de ministros, é mexer com os tributos federais, numa tabela de Imposto de Renda com no máximo 25% e dar uma adequada, e nós queremos, segundo o próprio Onyx Lorenzoni, nós queremos ano a ano, diminuir nossa carga tributária — disse.

Atualmente, pessoas físicas pagam até 27,5% e pessoas jurídicas, como empresas, pagam até 34% de IR. Outra ideia do governo é unificar impostos e contribuições federais, como PIS, Cofins, IPI e IOF, em um imposto único.

Bolsonaro ainda afirmou que o anúncio da liberação de até 35% das contas ativas do FGTS, adiantadas pelo ministro da Economia Paulo Guedes durante o evento nesta quinta, será divulgado oficialmente nos próximos dias.

— É uma pequena injeção na economia — projetou.

Nas palavras do presidente, o pacote do FGTS é "bem-vindo" para ajudar a retomada do crescimento.

— A economia, segundo especialistas, começa a dar sinais de recuperação — disse.

Bolsonaro, que veio à cidade argentina para assumir a presidência pro-tempore do Mercosul, trouxe o filho mais novo, Jair Renan, 21, e o apresentou aos jornalistas dizendo que "ele está aprendendo".

Leia também: Liberação do FGTS para atingidos por enchente vai até sexta-feira em Joinville

Indagado sobre se o Mercosul havia passado de ser um assunto secundário para ser uma prioridade, o presidente afirmou que fazia críticas ao bloco no passado.

— Como parlamentar eu batia sempre no Mercosul por causa do viés ideológico. Agora, eu chegando, com a política econômica indicada por mim, com o propósito de buscarmos o comércio e não de pensar numa grande pátria bolivariana, usando o Mercosul para tal, nós redirecionamos o Mercosul. Estamos no Mercosul 2.0. Não é que nós mudamos de ideia, nós mudamos o Mercosul — concluiu.

O Brasil assumiu a presidência "pro-tempore" do bloco pelos próximos seis meses. Durante seu discurso na cúpula, Bolsonaro afirmou que pretende trabalhar pela redução de tarifas e ampliação de acordos comerciais. O presidente retorna ainda nesta quarta-feira para Brasília.

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