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    Bolsonaro é alvo de queixa crime do PSOL por atuação durante pandemia de coronavírus

    Dirigentes do partido apontam que o presidente desrespeitou medida sanitária preventiva

    12/07/2020 - 17h32 - Atualizada em: 12/07/2020 - 17h39

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    Por Folhapress
    Bolsonaro tem nova polêmica pela frente em função do enfrentamento à pandemia
    Bolsonaro tem nova polêmica pela frente em função do enfrentamento à pandemia
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    O PSOL apresentou notícia crime contra o presidente Jair Bolsonaro, alegando infração de medida sanitária preventiva durante a pandemia de coronavírus. A denúncia foi feita ao STF (Supremo Tribunal Federal) e é assinada por Ivan Valente (SP), Luíza Erundina (SP) e por Guilherme Boulos.

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    O partido argumenta que Bolsonaro minimizou a Covid-19 e desrespeitou repetidamente as regras de contenção da doença, como o isolamento social e o uso de máscara, colocando em risco a vida da população.

    O documento apresentado na sexta-feira (10) lista as declarações de Bolsonaro subestimando os riscos da pandemia, apesar do aumento do número de vítimas. Cita declarações como "E daí? Lamento" até a mais recente, dada na última quarta (7), quando anunciou que estava doente dizendo "acontece, infelizmente acontece" sobre mortos pela doença.

    Na comunicação de crime, os parlamentares argumentam que as declarações de Bolsonaro reverberam na população, pois se trata do mais alto cargo do poder público, o que incita campanhas e manifestações contra as orientações de saúde pública.

    "Sem dúvida alguma, o comportamento do presidente Jair Messias Bolsonaro, menosprezando os riscos da pandemia para a vida da população e incentivando posturas contrárias ao isolamento social à observância dos protocolos e medidas de segurança coloca em risco a vida da população, uma vez que frustra os esforços das autoridades de saúde para conscientizar a população sobre os riscos da pandemia e a necessidade de se proteger", diz o documento.

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    Além disso, na notícia crime, os políticos argumentam que Bolsonaro pode ter exposto centenas de pessoas ao vírus, uma vez que viajou, abraçou, apertou mãos e não usou máscara nos dias que antecederam seu diagnóstico.

    *por Mariana Carneiro e Guilherme Seto

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