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Bolsonaro promete reduzir emissão de carbono e fala em "neutralidade climática" até 2050

O anúncio foi feito na Cúpula do Clima nesta quinta (22), evento virtual organizado pelo governo dos Estados Unidos

22/04/2021 - 10h47 - Atualizada em: 22/04/2021 - 17h28

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Fernanda
Por Fernanda Mueller
Em discurso na Cúpula do Clima, Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil tem a meta "ambiciosa" de atingir a neutralidade climática
Em discurso na Cúpula do Clima, Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil tem a meta "ambiciosa" de atingir a neutralidade climática
(Foto: )

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil tem a meta "ambiciosa" de atingir a neutralidade climática — zerar as emissões de carbono — até 2050. O anúncio foi feito na Cúpula do Clima na manhã desta quinta-feira (22). Além disso, Bolsonaro prometeu eliminar o desmatamento ilegal até 2030. 

O evento virtual foi organizado pelo governo dos Estados Unidos, com 40 chefes de Estado e de governo, e vai até sexta-feira (23). 

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Bolsonaro começou o discurso destacando que o Brasil participou com menos de 1% das emissões históricas de gases estufa e atualmente responde por menos de 3% das emissões globais. O país tem cerca de 2,7% da população mundial. O presidente então definiu metas do país para contribuir com a preservação ambiental, incentivadas pelo presidente dos EUA, Joe Biden. 

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— Temos metas absolutas de redução de emissões inclusive para 2025, de 37% e de 40% até 2030. Coincidimos, senhor presidente [dos Estados Unidos, Joe Biden], com seu chamado ao estabelecimento de compromissos ambiciosos. Neste sentido, determinei que nossa neutralidade climática seja alcançada até 2050, antecipando em 10 anos, a sinalização anterior — disse. 

Depois da Amazônia bater recorde de desmatamento ilegal em março deste ano, Bolsonaro reafirmou o seu compromisso em acabar com a prática até 2030. A meta já havia sido apontada em carta enviada ao presidente norte-americano Joe Biden. 

— Destaco aqui o compromisso de eliminar o desmatamento ilegal até 2030 com a aplicação do nosso Código Florestal. Com isso, reduziremos em quase 50% nossas emissões até essa data — disse. 

O presidente também apontou as iniciativas feitas pelo Brasil para a preservação do meio ambiente, como a difusão de biocombustíveis, como o etanol, fundamental para a despoluição dos centros urbanos e terminou dizendo: "Contem com o Brasil". 

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Compromisso global 

Antes da cúpula sobre o clima, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou que o país pretende cortar as emissões de gases de efeito estufa em 50% até 2030. A nova meta dos EUA é quase o dobro da anterior, que tinha sido fixada por Barack Obama — em 2015, o país tinha se comprometido a cortar as emissões entre 26% e 28%. Os EUA são responsáveis por cerca de 15% das emissões globais.  

Biden classificou a mudança climática como a crise existencial do nosso tempo e disse que espera também incentivar outros países a assumir metas audaciosas para o combate às mudanças climáticas em seus próprios territórios. 

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O presidente da China, Xi Jinping também reafirmou o objetivo de neutralidade de carbono até 2060. O país é hoje o maior emissor de gases de efeito estufa e já afirmou que o pico de suas emissões se dará por volta de 2030. A partir de então, passará a decrescer para chegar a zero em 2060. 

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel disse que a meta da União Européia, que reúne 47 países, é reduzir em 55% as emissões até 2030 e afirmou que "a Europa será neutra em carbono em 2050". 

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