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    Sem mudanças no relógio

    Brasil não terá horário de verão pelo segundo ano consecutivo

    Neste final de semana, a pesquisa "que horas são?" apareceu em destaque no Google, já que alguns dispositivos eletrônicos atualizaram automaticamente

    18/10/2020 - 07h41

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    Marina
    Por Marina Martini Lopes
    A economia ocasionada pela adoção do horário de verão começou a ser questionada ainda em 2017
    A economia ocasionada pela adoção do horário de verão começou a ser questionada ainda em 2017
    (Foto: )

    Este será o segundo ano seguido em que o Brasil não terá horário de verão - mas alguns dispositivos, como computadores e celulares, podem acabar "atualizando" automaticamente, e incorretamente, o relógio, ainda seguindo a lógica e as datas adotadas no período ao longo do qual o horário de verão foi adotado em dez estados brasileiros: neste domingo (18), a pesquisa "que horas são?" apareceu entre as mais populares do Google, já que alguns dispositivos eletrônicos alteraram o horário do relógio em diversos lugares, confundindo os usuários.

    Desde os anos 1980, o horário de verão era adotado regularmente em dez estados brasileiros que registram maior luminosidade entre outubro e fevereiro. O presidente Jair Bolsonaro encerrou a adoção do horário de verão por decreto, em abril do ano passado, depois que um estudo do Ministério de Minas e Energia (MME) apontou que, com o fim da mudança temporária, haveria uma economia anual de cerca de R$ 100 milhões.

    "Nos últimos anos, com as mudanças no hábito de consumo da população e a intensificação do uso do ar-condicionado, o período de maior consumo diário de energia elétrica foi deslocado para o período da tarde, quando o horário de verão não tinha influência", um comunicado do MME informou na época. "Como a luz traz consigo o calor, o horário de verão também passou a produzir um efeito de aumento de consumo em determinados horários, que já superavam seus benefícios."

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    A economia ocasionada pela adoção do horário de verão começou a ser questionada ainda em 2017. Em 2013, a economia registrada foi de R$ 405 milhões, enquanto, em 2016, foi de apenas R$ 159,5 milhões - uma queda de 60%. Em 2017, a economia já era de apenas R$ 145 milhões.

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