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Pandemia

Brasil soma mais de 200 mortes por coronavírus e passa dos 5.000 casos positivos

Ministério da Saúde atualiza dados sobre covid-19 nesta terça-feira (31)

31/03/2020 - 16h21 - Atualizada em: 31/03/2020 - 18h22

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João Lucas
Por João Lucas Cardoso
Coronavírus: Brasil soma 201 mortes por causa de covid-19
Coronavírus: Brasil soma 201 mortes por causa de covid-19
(Foto: )

O Brasil registra o total de 201 mortes pelo novo coronavírus nesta terça-feira (31). Os dados sobre a doença foram atualizados pelo Ministério da Saúde. A quantidade de casos positivos passou da casa dos 5.000. Conforme atualização realizada às 17h15 (de Brasília), são 5.717 infectados pela Covid-19.

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O número de mortes pelo coronavírus no Brasil em intervalo de um dia quase dobrou de segunda para esta terça-feira (31). A última atualização de Ministério da Saúde aponta mais 42 mortes. No comunicado da véspera foram 23 óbitos em 24 horas. Na última atualização está inclusa a segunda morte em Santa Catarina por covid-19, de um empresário de Joinville.

O estado com maior número de mortes é São Paulo, com 136 (67,6% de todo o Brasil). Na sequência estão Rio de Janeiro (23) e Ceará (7).

Além de Santa Catarina, também há mortes registradas nos seguintes estados: Alagoas (1), Amazonas (3), Bahia (2), Goiânia (1), Maranhão (1), Mato Grosso do Sul (1) Minas Gerais (2), Paraná (3), Pernambuco (6), Piauí (4), Rio Grande do Norte (1), Rio Grande do Sul (4) e Rondônia (1). O Distrito Federal contabiliza 3 óbitos pelo novo coronavírus.

O número de casos positivos também aumentou. Foram 1.138 a mais de um dia para o outro. Nesta terça (31) são 5.717 infectados pelo novo coronavírus. Até o dia anterior 4.579 brasileiros havia testado positivo para covid-19.

Após às 17h desta terça, foi concedida entrevista coletiva com os ministros Paulo Guedes (Economia), Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) e Henrique Mandetta (Saúde), conforme nova determinação do Planalto, que os comunicados sobre o coronavírus no Brasil envolvam outros ministérios.

Mandetta, ministro da Saúde, informou que o preço de remédios no Brasil está suspenso por 60 dias. Ele também anunciou o uso de tecnologia para identificar áreas do País que têm casos de pacientes com sintomas. Segundo ele, ainda nesta terça (31), brasileiros devem receber ligações telefônicas - com voz mecânica - que fará perguntas sobre sintomas e hábitos durante período de isolamento.

Mandetta também reforçou que sejam respeitadas as medidas de isolamento social e que o Ministério vai distribuir equipamentos de proteção individual (EPI) aos profissionais de saúde do País.

- Temos 300 milhões em EPI. Temos 100 milhões disponíveis e 200 milhões para entregar em até 30 dias. Se não tiver equipamento de proteção individual para quem está no sistema de saúde, perderíamos força de trabalho no tratamento. Estamos próximos de anunciar uma solução robusta de equipamentos para ampliar leitos de UTI. Precisamos garantir regularidade de equipamentos - falou Mandetta.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, relatou sobre as medidas já adotadas pelo governo, como antecipação de benefícios, inclusão de 1,2 milhão de família no programa Bolsa Família além do auxílio de R$ 600 para autônomos e desempregados e injeção de dinheiro para reforçar o atendimento de saúde em estados e municípios. Segundo Guedes, Brasil é o país da América Latina que mais gasta em combate à pandemia.

- E a maior rede de proteção social, entre R$ 60 e R$ 80 bilhões para a defesa da saúde do brasileiro - argumentou Guedes.

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O ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública), anunciou que a vacina contra H1N1 será antecipada no sistema penitenciário nacional. Ele ainda anunciou o fechamento da fronteira do Brasil com a Venezuela.

- Não fechamos para todas as nacionalidades. Não cogitamos, de nenhuma maneira, fechar fronteira para retorno de brasileiros. Nenhum pode ser deixado para trás. Além de permitir o retorno, o Ministério de Turismo e de Relações Exteriores têm promovido ações de remoção de brasileiros fora do País - comentou Moro.

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