Um scanner 3D avaliado em R$ 360 mil, com apenas três unidades iguais no Brasil, foi recuperado após um furto à uma empresa de Joinville, no Norte de Santa Catarina. O equipamento foi encontrado no Rio de Janeiro na última sexta-feira (8), quando o grupo criminoso tentava negociar a venda do produto.
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O Scan AtlasCan Max 3D, produzido pela marca Hexagon, é um dispositivo de exclusividade tecnológica e alta complexidade utilizado na engenharia e construção civil. O objeto, que pertencia à uma empresa, foi furtado em dezembro do ano passado.
Confira fotos do scanner “raro” no país
Na última sexta-feira (8), a Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), por meio da 3ª Delegacia de Polícia de Joinville, deflagrou a Operação Optimus I após uma investigação revelar o esquema criminoso de um grupo especializado em furtos de dispositivos eletrônicos de alto valor, como o modelo de Joinville.
Como funciona o equipamento
Segundo a PCSC, o scanner só pode ser adquirido com autorização e subsídio do governo. Lançado em 2024, o dispositivo permite que os engenheiros e a equipe de fabricação digitalizem facilmente uma ampla variedade de ambientes, dentro e fora das paredes da fábrica.
O Scan AtlasCan Max 3D, item furtado em Joinville, possibilita a inspeção onde a metrologia, a ciência da medição, não é usada tradicionalmente, incluindo aplicações em automóveis, ferrovias, equipamentos industriais e manufatura em geral, assim como projetos de patrimônio e restauração fora da manufatura.
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Um dos diferenciais do equipamento, conforme o fabricante, são os dados coletados que automaticamente são combinados em uma única nuvem de pontos funcional, logo após serem identificados pelo scanner portátil.
Grupo criminoso já estava em negociação
A ação de investigação, que teve apoio da Polícia Civil de São Paulo, revelou que o grupo criminoso do Rio de Janeiro já tentava articular a venda do objeto em São Paulo. No entanto, a negociação foi interceptada e o equipamento de alta tecnologia foi recuperado. Em breve, ele será devolvido à indústria de Joinville.
*Sob supervisão de Leandro Ferreira







