A esposa de Bruce Willis, Emma Heming Willis, atualizou o estado de saúde do ator e falou sobre como é cuidar do marido, de 70 anos, diagnosticado demência frontotemporal, doença grave e incurável que prejudica a fala e os movimentos. Em entrevista ao Fantástico, exibida na noite deste domingo (28), ela revelou que cuidar do artista é como “um longo adeus, uma jornada que progride lentamente. Com o tempo, você percebe que precisará de mais ajuda e apoio”. As informações são do Fantástico.

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Segundo Emma, Bruce enfrenta uma doença agressiva, mas “está se saindo muito bem”. A esposa do ator lançou recentemente um livro “O rumo inesperado: Como recuperar a força, a esperança e se reencontrar na jornada do cuidado”, lançado no Brasil pela editora Bestseller. Na publicação, ela conta como encontrou forças para seguir adiante diante dessa nova fase da família.

— Eu ouvi, de diferentes neurologistas, que esta é a pior de todas as demências. É uma doença tão incerta… e no começo, é muito difícil identificar os sinais, porque eles vêm aos poucos — relata.

A escritora também disse que chegou a duvidar do próprio casamento porque não conseguia compreender certos comportamentos que o marido passou a ter. “Às vezes, eu pensava: ele tá falando sério? Tá fingindo? Ou eu tô ficando louca?”, escreve ela no livro.

Os sintomas em Bruce começaram a aparecer em 2015, quando o ator começou a se comunicar de forma diferente, como relata Emma:

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— Ele começou a ter muita gagueira, como tinha na infância, e eu não imaginava que eram sinais da demência. Precisei de um tempo para assumir esse papel de cuidadora. No começo, queria resolver tudo sozinha. Era muito resistente à ideia de aceitar ajuda. Quando a doença dele começou a evoluir, o neurologista dele me alertou: “cuidadores que não cuidam de si mesmos podem morrer antes de quem amam”. Foi quando eu entendi que pedir ajuda era muito importante.

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O que é demência frontotemporal

A demência frontotemporal, como o próprio nome diz, afeta as regiões frontal do cérebro e a temporal. Com isso, a memória não é muito afetada, mas a linguagem e o comportamento sim. O diagnóstico é extremamente importante para que a doença de Alzheimer possa ser descartada.

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