Em um momento em que carros elétricos, marcas chinesas e modelos cheios de telas dominam boa parte do mercado automotivo, uma fabricante tradicional voltou a mostrar força entre quem realmente convive com o carro todos os dias.
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A Mercedes-Benz foi eleita a melhor fabricante de carros no Driver Power 2026, levantamento anual da revista britânica Auto Express que mede a satisfação de motoristas no Reino Unido. A marca alemã ficou à frente de nomes como Tesla, BMW, Lexus, Ford, Toyota, Volkswagen e BYD. A escuderia Ferrari nem apareceu entre as dez.
A pesquisa não é um ranking de vendas, nem uma avaliação feita apenas por especialistas. O levantamento considera a opinião de donos de carros, que avaliam itens como confiabilidade, custos de uso, tecnologia, conforto, praticidade, acabamento, dirigibilidade e experiência geral ao volante.
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No resultado geral, a Mercedes ficou em primeiro lugar com 88,96% de satisfação. A segunda colocada foi a Alfa Romeo, com 87,17%. A Tesla, mesmo com o Model 3 eleito o melhor carro individual do levantamento, ficou em terceiro lugar entre as fabricantes, com 86,91%.
Por que a Mercedes venceu

Segundo a Auto Express, a Mercedes teve desempenho dominante em seis das dez principais categorias avaliadas. A publicação destacou especialmente a qualidade do interior, o sistema multimídia MBUX, o conforto dos bancos dianteiros, o refinamento ao dirigir e a sensação de suavidade nos freios, suspensão, direção e conjunto mecânico.
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O resultado tem um peso importante porque marcas premium costumam lidar com expectativas mais altas dos compradores. Quem paga caro por um carro de luxo tende a cobrar mais acabamento, tecnologia, silêncio a bordo, pós-venda e conforto.
Os donos avaliaram a Mercedes como a marca que melhor entregou esse pacote. O principal ponto negativo ficou nos custos de uso, considerados altos.
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A Tesla ganhou no carro, mas não na marca

O Model 3 da Tesla foi eleito o melhor carro para se ter no Reino Unido no Driver Power 2026. O sedã elétrico recebeu elogios por aceleração, suavidade do conjunto elétrico, tecnologia e autonomia.
Entre as fabricantes, porém, a Tesla terminou em terceiro lugar. A marca foi bem nos quesitos de trem de força e infotainment (sistema multimídia interativo), mas perdeu pontos em áreas como desenho externo, acabamento e percepção de qualidade.
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Alfa Romeo quase virou o jogo

A segunda colocação da Alfa Romeo também chama atenção. A marca italiana nem sequer aparecia na lista de fabricantes do ano anterior e saltou direto para o segundo lugar em 2026.
O desempenho foi puxado por pontos em que a Alfa Romeo costuma ter imagem forte: design, direção, resposta do volante, comportamento em curvas e prazer ao dirigir. Os donos também elogiaram o equilíbrio entre comandos físicos e telas, algo cada vez mais valorizado por motoristas cansados de depender de menus digitais para funções simples.
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Por outro lado, a marca perdeu terreno em acabamento, confiabilidade e custos de uso. Mesmo assim, a combinação de estilo e condução colocou a Alfa Romeo à frente da Tesla, da Lexus e da BMW.
As 10 melhores marcas do ranking
O top 10 do ranking de satisfação do Driver Power 2026 ficou assim:
- Mercedes-Benz — 88,96%
- Alfa Romeo — 87,17%
- Tesla — 86,91%
- Lexus — 86,71%
- BMW — 86,45%
- Vauxhall — 85,94%
- Peugeot — 85,90%
- Jeep — 85,68%
- Renault — 85,59%
- Land Rover — 85,44%
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A lista também traz algumas posições curiosas para marcas conhecidas dos brasileiros. A BYD ficou em 16º lugar, com 84,69%. A Toyota apareceu em 19º, a Ford em 21º, a Audi em 23º e a Volkswagen em 26º.
O que esse ranking diz ao motorista brasileiro
É importante lembrar que o levantamento reflete a experiência de donos no Reino Unido. Isso significa que o resultado não pode ser simplesmente transportado para o Brasil, onde preços, versões, disponibilidade de peças, rede de concessionárias, seguro, combustível, impostos e pós-venda mudam bastante.
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Ainda assim, o ranking ajuda a observar uma tendência interessante: tecnologia sozinha não garante liderança em satisfação. A Tesla teve ótimo desempenho, a BYD melhorou em relação ao ano anterior e os elétricos aparecem cada vez mais fortes, mas uma marca tradicional venceu justamente por combinar tecnologia com conforto, acabamento e dirigibilidade.
Carros que podem perder espaço no Brasil até 2030
No Brasil, a comparação ganha outro tempero. A Mercedes-Benz tem operação oficial, rede autorizada e modelos à venda no país, inclusive elétricos. Já a Tesla, apesar da fama mundial e de aparecer em unidades importadas de forma independente, ainda não atua oficialmente por aqui como uma fabricante estabelecida no varejo nacional.
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No fim, o resultado mostra que a disputa pelo carro “dos sonhos” mudou de cara, mas não virou apenas uma corrida por telas grandes, aceleração instantânea ou visual futurista. Para muitos donos, o que pesa mesmo é a soma de fatores a soma de fatores: conforto, confiança, acabamento, tecnologia fácil de usar e prazer ao dirigir.





