A pequena Antonieta, cachorra que engoliu 55 pedras de crack, vai precisar ser transferida de Joinville para outra cidade. A informação foi divulgada pela clínica veterinária onde ela recebe tratamento. A transferência é necessária após piora no quadro de saúde.
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Conforme o Centro Veterinário Floresta, onde ela está internada atualmente, na última terça-feira (21), Antonieta apresentou piora, com o retorno de alterações neurológicas graves e convulsões. “Com o agravamento progressivo, é necessário o encaminhamento urgente para uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) em outra cidade, visto que Joinville não dispõe de UTI veterinária”, informou o hospital veterinário.
Clínica criou vaquinha online para custear o tratamento da cachorra
O Centro Veterinário Floresta informou ainda que, em colaboração com o Centro de Bem-Estar Animal de Joinville (CBEA), foi permitido manter a paciente na internação para tratamento, onde ela permanece sob os cuidados da unidade veterinária desde então.
Entretanto, o custo elevado e imediato da internação e do transporte seguro da Antonieta dificulta a viabilidade do tratamento. Como forma de ajudá-la a custear as despesas necessárias, o Centro Veterinário criou uma vaquinha online. O objetivo é chegar ao total de R$ 15 mil para conseguir o tratamento adequado para a cachorra. A vaquinha está disponível online, neste link.
Como o caso teve início
A cachorra foi internada após ingerir 55 pedras de crack em Joinville. O caso aconteceu na última sexta-feira (17), mas foi informado pelas autoridades na segunda (20).
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A cadela da raça buldogue francês foi levada até o Centro Veterinário Floresta, na zona Sul de Joinville, na tarde de sexta-feira pelos tutores, um casal e sua filha.
Um atendimento inicial foi feito por uma médica veterinária, que suspeitou do caso de intoxicação. Conforme a clínica, o relato dos tutores foi crucial para descobrir que o animal havia ingerido um material inusitado: 55 pedras de crack. Com a gravidade do caso e do quadro de saúde do animal, a clínica realizou uma denúncia formal à PM.
Quando uma equipe de policiais militares estava ao local, a família foi novamente à clínica para solicitar uma atualização sobre a situação da cachorra. Então, a PM fez o flagrante do caso e deu voz de prisão à filha do casal, após ela admitir que as pedras de crack encontradas dentro do animal eram suas.
Apesar do flagrante, o juiz decidiu que a ré respondesse ao caso em liberdade. Segundo o magistrado, embora o tráfico de drogas seja extremamente nocivo para a sociedade, a quantidade de droga apreendida não foi suficiente para evidenciar o envolvimento reiterado da mulher com o crime. Além disso, a certidão de antecedentes indica que ela é ré primária, sem qualquer outro registro de condenações ou de ações penais em andamento. A partir disso, a tutora do cão ganhou liberdade provisória.
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Entretanto, o animal não poderá mais ficar com a família e já tem uma nova adotante.





