Por unanimidade, a Câmara de Vereadores aprovou a abertura de uma comissão processante permanente para investigar o vereador Mauricinho Soares (MDB), preso preventivamente pela Operação Profusão na última sexta-feira (8). As investigação devem começar em até cinco dias.

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A comissão agora tem o prazo máximo de 90 dias para que os trabalhos sejam concluídos. Após a investigação, a decisão tomada pelo grupo será submetida novamente ao plenário, que fará a definição final. Se necessário, a Casa pode compartilhar informações da Polícia Civil. Neste período, Mauricinho tem o direito à defesa. 

Ao todo, foram 16 votos a favor e nenhum contra. Diego Machado (PSDB) não votou por ser quem apresentou a denúncia. Érico Vinícius (Novo) também não apresentou o voto por ser o presidente da mesa-diretora. 

A comissão processante, por meio de sorteio, será formada por: Cassiano Ucker (União Brasil), que será o presidente; Cleiton Profeta (PL), o relator; e Kiko do Restaurante (PSD), como membro participante.

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Uma das alternativas de Mauricinho para evitar a cassação é pedir o afastamento não remunerado do cargo. Durante os trabalhos da comissão ou em caso de pedido de afastamento por parte do vereador, a cadeira de Mauricinho permanece vazia. Em caso de extinção de mandato, assume o suplente do partido.

De acordo com o delegado Pedro Alves, da Delegacia Especializada em Combate à Corrupção (Decor), o papel de Mauricinho na organização criminosa era, se utilizando do cargo público, influência política e livre acesso ao órgão, o de cooptar motoristas com CNHs suspensas que tinham interesse em zerar multas das carteiras de habilitação de forma ilícita.

Procurada pela reportagem do A Notícia, a defesa de Mauricinho disse que está analisando o caso e deve se manifestar apenas na terça-feira (12).

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